Frísia adquire esmagadora de soja da LDC em Ponta Grossa (PR)

    Aquisição amplia verticalização da cooperativa e fortalece produção de óleo, farelo e lecitina de soja no Paraná

    Por |
    Frísia adquire esmagadora de soja da LDC em Ponta Grossa (PR)
    02deMarçode2026ás16:40

    A Frísia Cooperativa Agroindustrial, com sede em Carambeí (PR), anunciou a assinatura do contrato para aquisição de uma esmagadora de soja em Ponta Grossa (PR).

    A planta tem capacidade de processamento de 3,4 mil toneladas de soja por dia.

    O ativo pertence à multinacional Louis Dreyfus Company (LDC), e os atuais colaboradores serão mantidos na operação.

    A iniciativa reforça a estratégia de verticalização da cooperativa e o avanço sobre a industrialização da produção.

    “A aquisição dessa unidade industrial representa um avanço significativo para o cooperativismo paranaense, agregando valor para seus cooperados e impulsionando o desenvolvimento regional. A verticalização da produção, viabilizada por essa unidade, é um pilar fundamental do nosso Planejamento Estratégico para o ciclo 2025-2030. Ao integrarmos etapas produtivas, desde o recebimento da matéria-prima até a industrialização e comercialização dos derivados, ampliamos nossa eficiência, fortalecemos a competitividade e garantimos maior autonomia para enfrentar os desafios do mercado”, disse o superintendente da Frísia, Mario Dykstra:

    >> SIGA O CANAL DO AGROFY NEWS NO WHATSAPP

    >> ENCONTRE PRODUTOS E SOLUÇÕES PARA O AGRO NO AGROFY MARKET

    Estrutura e capacidade

    Instalada em uma área de 58,08 hectares, a unidade conta com recepção, beneficiamento e armazenamento de grãos, com capacidade estática de 300 mil toneladas.

    A estrutura inclui ainda área de preparação da soja, extração de óleo e farelo, além de sistemas de degomagem, envase de lecitina e refinaria.

    A produção será voltada principalmente ao óleo de soja degomado, destinado à fabricação de biocombustíveis, e ao farelo de soja, com foco no mercado interno e na exportação. O portfólio também inclui derivados como lecitina e casca de soja, utilizados nas indústrias de alimentos e na nutrição animal.

    Aprovação regulatória

    Para que a operação seja concluída, ainda são necessárias a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a transferência das licenças e autorizações.

    A expectativa é que o processo seja finalizado até o segundo semestre de 2026.

     

    Temas nesta notícia