Carne suína perde competitividade em relação a frango e bovinos
Preço da arroba de boi gordo tem a menor diferença para a carne em 12 meses
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Desvalorização do boi gordo está ainda mais intensa do que a da carne para consumo. (imagem - ilustrativa)
A sequência de altas nos preços da carne suína (alta de até 15% em aglumas praças) fez o produto distanciar-se do frango, que teve pequena elevação, e aproximar-se da proteína bovina, que registra quedas, desde setembro.
Até o dia 25 de outubro, a competitividade da carne suína vem caindo em relação a essas duas proteínas substitutas. Vale ressaltar que a proteína suinícola perde competitividade à medida que seu preço médio se distancia do de frango e se aproxima do da carne bovina.
Segundo pesquisadores do Cepea, os preços da carne suína negociada no atacado da Grande São Paulo iniciaram outubro com forte incremento, impulsionados pela demanda doméstica aquecida e pela oferta controlada, especialmente de animais com peso ideal para abate.
O gráfico abaixo mostra a variação do preço do suíno vivo nos últimos 30 dias nas principais praças (São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná).

Relação entre arroba e carne bovina é a menor em 12 meses
A diferença média entre os preços do boi gordo (Indicador CEPEA/B3) e da carne (carcaça casada negociada no atacado da Grande São Paulo) está em R$ 7,04 em outubro (até o dia 25), contra R$ 9,8 em setembro/22.
Trata-se, também, da menor diferença desde outubro do ano passado, quando a carne chegou a ser negociada a R$ 17,36 acima do boi gordo. Vale lembrar que, há um ano, os valores da arroba operavam em baixos patamares, devido à suspensão dos envios de carne à China, por conta do caso atípico de “vaca louca”.
| Data | Preço R$ | Preço US$ |
| 30/09/2022 | 303,95 | 56,51 |
| 03/10/2022 | 290,1 | 56,04 |
| 10/10/2022 | 304,05 | 58,66 |
| 17/10/2022 | 286,4 | 54,09 |
| 24/10/2022 | 310,8 | 58,76 |
| 25/10/2022 | 292,8 | 55,09 |
| 26/10/2022 | 284,2 | 52,89 |
Segundo pesquisadores do Cepea, a redução na diferença está atrelada à desvalorização do boi gordo no campo, que está mais intensa que a registrada para a proteína negociada no atacado. No acumulado do mês, a arroba do boi gordo já soma desvalorização de 6%.