México abre mercado para carne suína do Brasil

    Habilitações, por ora, são para frigoríficos de Santa Catarina

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    México está entre principais destinos das exportações globais de carne suína. (foto - Sistema CNA/Senar)

    México está entre principais destinos das exportações globais de carne suína. (foto - Sistema CNA/Senar)

    16deNovembrode2022ás09:59

    Boa notícia para os criadores brasileiros de suínos: o México acaba de entrar para a lista de países que autorizam a compra a carne. 

    A informação da abertura do mercado mexicano é da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SCRI-Mapa), em comunicado divulgado na segunda-feira (dia 14).

    Segundo a SCRI, a medida permitirá que o Brasil contribua para o combate à inflação e a garantia de segurança alimentar no México. 

    As habilitações anunciadas pelo Senasica – órgão equivalente ao Mapa, que é responsável pelo controle da produção, importação e exportação de alimentos no México – são para plantas frigoríficas do estado de Santa Catarina.

    Isso porque, à época da solicitação de acesso às autoridades mexicanas, o Estado era a única região brasileira reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livre de aftosa sem vacinação.

    “O México é, historicamente, um dos três principais destinos das exportações globais de carne suína, com volumes próximos a um milhão de toneladas”, comemora o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

    “A abertura é parte das medidas tomadas pelo Governo Mexicano para o controle inflacionário e das ações do Mapa e do MRE brasileiro no sentido de ampliação dos acessos de nossa proteína”, completa Santin. 

    Em outubro, as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 98,6 mil toneladas. A China é atualmente o principal destino, tendo importado 46 mil toneladas no mês passado. 

    Complemento à produção local 

    Já o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua, acredita que as exportações brasileiras serão direcionadas aos processadores mexicanos, evitando concorrência com a produção local de suínos.

    “Vamos atuar em complementaridade à produção mexicana de suínos.  Neste sentido, o objetivo é ampliar a habilitação para plantas das novas áreas reconhecidas pela OMSA como livre de aftosa sem vacinação, como Rio Grande do Sul e Paraná”, conta Rua. 

    Segundo o Mapa, com a abertura do mercado mexicano para a carne suína brasileira, o Brasil chegou a 48 novos mercados abertos para os produtos agropecuários em 2022. 

    Desde 2019, o número de mercados abertos chegou a 234. 

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