Projeto investe R$ 480 milhões na suinocultura do Paraná

    Agro Laranjeiras irá construir maternidade para produzir até um 20 mil leitões por semana

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    Projeto irá gerar mil empregos. (foto - divulgação Secretaria de Agricultura do Paraná)

    Projeto irá gerar mil empregos. (foto - divulgação Secretaria de Agricultura do Paraná)

    27deOutubrode2022ás16:12

    O Paraná irá ganhar uma nova maternidade de leitões que poderá produzir até 20 mil animais por semana ou, em outras palavras, até um milhão de suínos por ano.

    O projeto da Agro Laranjeiras foi iniciado ontem (dia 26), em Laranjeiras do Sul, na região centro-sul do Estado, e deve custar R$ 480 milhões, segundo a empresa.

    Em encontro com autoridades políticas, representantes da marca estimaram que serão gerados ao menos mil empregos, entre diretos e indiretos, no munícipio com a unidade.

    "É um marco histórico na suinocultura, mas não só nela, também na capacidade paranaense de produzir, processar, agregar valor e vender todas as nossas proteínas animais ", disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara.

    O governo do Paraná ajudou com recursos repassados ao município, que adquiriu o terreno de 126 alqueires onde a maternidade será instalada.

    A proposta da empresa é ter uma unidade para produção de leitoas para reposição e outra para produzir os leitões.

    “Alguns dias depois de nascidos serão repassados para empresas parceiras, que farão a terminação, antes do abate e processamento da carne em frigoríficos, estimulando a agroindustrialização”, explica o governo do Paraná, em nota publicada em seu site.

    Segundo o projeto, a área terá ainda uma fábrica de ração, com capacidade para 45 mil quilos por hora em trabalho de 16 horas diárias.

    O empreendimento deve movimentar a produção agrícola da região, pois necessitará de 3,4 milhões de sacas de milho e 1,3 milhão de sacas de soja por ano para alimentar os animais. 

    Sustentabilidade

    Uma das preocupações do projeto é com o meio-ambiente. Por este motivo, de acordo com a Agro Laranjeiras, a destinação correta dos dejetos e captação de energia de fonte solar também fazem parte da proposta.

    A proposta é contar com oito geradores que possibilitarão ter 450 kWh de energia biometano a partir dos dejetos.

    A sobra, corretamente tratada, poderá ser usada como biofertilizante, garantindo a sustentabilidade do empreendimento.

    "É um modelo diferente, pois o governo estadual têm o propósito de gerar um ambiente favorável aos negócios, e em um negócio que somos bons, que é a produção de comida", afirmou Ortigara.

    O prefeito de Laranjeiras do Sul, Berto Silva, considerou o convênio com o Estado é exemplo de transparência. "Essa oportunidade é transformadora para o Centro-Sul, mas também faz parte de um projeto que fortalece o Paraná para continuar sendo o grande produtor de proteína do Brasil", disse.

    Entre as obras a serem feitas pela empresa está a construção de 70 casas para serem usadas no processo e como moradia dos trabalhadores. "Estamos fazendo tudo da forma que programamos, porque a meta é não deixar a bola cair", disse Jorge Munari, um dos empreendedores.

    Segundo maior produção do Brasil

    O Paraná é o segundo principal produtor de suínos do Brasil. Em 2021, foram produzidas mais de um milhão de toneladas de carne.

    Somente no primeiro semestre deste ano, a produção foi de 545,7 mil toneladas, o que representa crescimento de 10% comparativamente ao mesmo período do ano passado.

    Para o município de Laranjeiras do Sul, a produção de suínos até dois meses representou, em 2021, um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 17,3 milhões, colocando-se em 40º lugar no Estado.

    Já em relação aos suínos criados para corte, Laranjeiras teve VBP de R$ 14,3 milhões, ficando na 63ª colocação no Estado.

    Com a conquista, em maio de 2021, do status de Estado livre de febre aftosa sem vacinação e de área livre de peste suína clássica independente, o Paraná ostenta altos níveis de biossegurança e tem aumentado a produção e a industrialização de proteínas animais, da qual o Estado é o principal produtor do País.

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