Inflação sobe 0,59% em outubro, após 3 meses de deflação

    Batata e Tomate puxam alta no grupo de alimentos

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    (foto - Agência Brasil)

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    10deNovembrode2022ás15:56

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,59% em outubro, após apresentar deflação de 0,68% em julho, 0,36% em agosto e 0,29% em setembro. 

    A informação foi divulgada hoje (dia 10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Entre os alimentos, a alta foi puxada pela alimentação no domicílio, que ficou 0,80% mais cara, com forte influência do aumento do preço da batata-inglesa (23,36%) edo tomate (17,63%).

    O IBGE também registrou alta na cebola (9,31%) e nas frutas (3,56%).

    Com o resultado de outubro, a inflação acumula alta de 4,70% no ano e de 6,47% em 12 meses. Em outubro do ano passado, o IPCA fechou em 1,25%. 

    Altas mais intensas

    De acordo com o IBGE, as altas mais intensas ocorreram em vestuário, com 1,22%, e saúde e cuidados pessoais, com 1,16%.

    As maiores influências no índice vieram dos grupos alimentação e bebidas, com alta de 0,72%, e transportes, que ficaram 0,58% mais caros no período analisado.

    Apenas comunicação apresentou queda, de 0,48%, puxado pelo subitem plano de telefonia móvel (-2,05%).

    Segundo o IBGE, os itens e subitens com os maiores impactos individuais no IPCA do mês foram passagem aérea, que teve aumento de 27,38%, higiene pessoal (2,28%) e plano de saúde (1,43%).

    Leite puxa "lado das quedas"

    Pelo lado das quedas, o leite longa vida ficou 6,32% mais barato em outubro, após recuar 13,71% em setembro, e o óleo de soja caiu 2,85%, a quinta queda seguida.

    A alimentação fora do domicílio subiu 0,49%, com a desaceleração do lanche de 0,74% em setembro para 0,30% em outubro e o aumento na refeição de 0,34% para 0,61% na passagem mensal.

    Os combustíveis registraram queda em outubro, com redução de 1,56% na gasolina, 2,19% no óleo diesel e 1,21% no gás veicular. Apenas etanol registrou alta, de 1,34%.

    Por região, todas as áreas pesquisadas apresentaram alta em outubro. A maior variação ocorreu no Recife (0,95%), com os aumentos da energia elétrica (9,66%) e das passagens aéreas (47,37%).

    Já o menor índice veio de Curitiba (0,20%), com os recuos na energia elétrica (9,88%) e na gasolina (2,40%). 

    INPC

    Também divulgado hoje pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,47% em outubro.

    A alta acumulada no ano está em 4,81% e nos últimos 12 meses em 6,46%.

    Em outubro de 2021, o indicador fechou em 1,16%. Nesta análise, os produtos alimentícios passaram de queda de 0,51% em setembro para alta de 0,60% em outubro.

    Já os não alimentícios, que haviam recuado 0,26% em setembro, subiram 0,43%.

    O IPCA reflete a inflação para as famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos e o INPC abrange as famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos.

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