Após Colômbia, Peru e Equador reportam casos de influenza aviária

    ABPA manifestou preocupação sobre ocorrências em países vizinhos

    Após Colômbia, Peru e Equador reportam casos de influenza aviária
    28deNovembrode2022ás17:24

    O Peru e o Equador reportaram casos de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em aves nos últimos dias. Os dois países somam-se a Colômbia como os primeiros países da América do Sul com surtos da doença.

    O caso do Equador ocorreu em uma granja comercial, enquanto no Peru, a doença foi identificada em pelicanos selvagens. Antes destes países, o Panamá, o México e os Estados Unidos tiveram casos confirmados e desencadearam medidas de controle e alerta internacional.

    A influenza aviária é uma doença de notificação obrigatória, segundo a Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA, a antiga OIE), pelo seu potencial de prejuízo econômico e risco à saúde pública.

    Desde o ano passado, a gripe aviária causou a morte e/ou o sacrifício de dezenas de milhões de aves selvagens e comerciais na Europa (onde 34 países reportaram a doença), América do Norte e Ásia. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais de 34 milhões de aves foram sacrificadas nos últimos meses.

    Influenza aviária 

    Com consequências terríveis para a indústria avícola, os meios de subsistência dos produtores, o comércio internacional e a saúde das aves selvagens, a gripe aviária chamou a atenção da comunidade internacional durante anos.

    Frequentemente, quando ocorre um surto, decide-se abater todas as aves, tanto infectadas quanto saudáveis, para conter a propagação desta doença, resultando em grandes perdas financeiras para os produtores e impacto de longo prazo em seus meios de subsistência.

    No entanto, as aves domésticas não são as únicas afetadas. As aves silvestres também são vítimas do vírus da gripe aviária, além de desempenharem um papel importante na disseminação da doença.

    Esta doença também é objeto de grande preocupação para o setor de saúde pública. Embora o vírus da influenza aviária circule em aves domésticas, casos esporádicos foram observados em humanos.

    Perdas devastadoras

    “A gripe aviária pode matar bandos inteiros, causando perdas devastadoras no setor de produção avícola”, disse Keith Hamilton, chefe do Departamento de Preparação e Resiliência da OMSA, sobre a doença.

    De fato, o planeta sofre uma pandemia da doença que já provocou milhões de dólares de prejuízo por onde passou. Caso a enfermidade chegue ao Brasil, pode não ser diferente em especial porque o setor avícola brasileiro é o maior exportador do mundo.

    O país já conta com um plano de vigilância e de contenção, ainda assim, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, manifestou sua preocupação hoje durante no evento Avisulat.

    “É importante dizer primeiramente que o Brasil está livre dessas doenças. Somos o único grande produtor mundial que nunca registrou casos de gripe aviária”, afirmou.

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