Brasil em alerta com surto de influenza aviária em países vizinhos
País redobra medidas após confirmação de casos em países vizinhos; ABPA recomenda suspensão de visitas à granjas
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Brasil nunca registrou a ocorrência de influenza aviária de alta patogenicidade. (foto - Mapa)
Em atenção ao aumento dos casos de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP – vírus H5N1) na América do Sul, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta quinta (dia 8) que está intensificando as medidas de prevenção da doença no Brasil.
Até o momento, foram notificados focos da doença em países vizinhos como Colômbia, Equador, Venezuela, Peru e Chile. Em alguns limitando-se a aves silvestres e outros atingindo aves de subsistência ou de produção.
O Brasil nunca registrou a ocorrência de IAAP.
“Essa é a maior epidemia de IAAP ocorrida no mundo e a maioria dos casos está relacionada ao contato de aves silvestres migratórias com aves de subsistência, de produção ou aves silvestres locais”, alerta o Mapa.
Também a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse essa semana que está monitorando os casos nos países vizinhos.
A entidade divulgou aos seus associados, por meio da atualização de seu protocolo de biosseguridade, a recomendação de suspensão imediata das visitas a granjas, frigoríficos e demais estabelecimentos da avicultura do Brasil.
A decisão foi tomada no âmbito do conselho diretivo da associação, e é válida tanto para brasileiros quanto para estrangeiros. Apenas quem trabalha diretamente e exclusivamente na respectiva unidade produtiva deve ter o acesso autorizado.
“A recomendação vale independentemente do cumprimento de “vazios sanitários” – medidas anteriormente tomadas para que o acesso fosse autorizado, no qual o profissional proveniente de outros países cumpria um período de quarentena para atestar ausência de qualquer contaminação.”
A ABPA recomenda, ainda, que necessidades específicas e emergenciais sejam analisadas à luz destas recomendações, e com duplicação de cuidados.
Migração de aves
O Mapa recorda que o período de maior migração de aves do Hemisfério Norte para a América do Sul vai de novembro a abril.
“Por isso, neste momento, o trabalho que vem sendo realizado é o aumento das ações de vigilância pelo serviço veterinário oficial e órgãos ambientais e o reforço das medidas de biosseguridade pelos produtores”, diz nota do Ministério.
A intensificação das ações de vigilância inclui, por exemplo, a testagem de amostras coletadas de aves de subsistência criadas em locais próximos a sítios de aves migratórias para monitorar a circulação viral.
Neste ano, já foram recebidas 34.205 amostras nos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária em São Paulo e no Rio Grande do Sul (LFDA-SP e LFDA-RS) na vigilância ativa e passiva.