Frimesa inaugura maior frigorífico de suínos da América Latina

    Unidade recebeu investimentos de R$ 1,3 bilhão e pode abater quase 8 mil animais por dia

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    Atividades serão iniciadas em março de 2023. (foto - divulgação)

    Atividades serão iniciadas em março de 2023. (foto - divulgação)

    14deDezembrode2022ás16:17

    A Frimesa inaugurou ontem (dia 13), em Assis Chateaubriand, no Paraná, a maior indústria de suínos da América Latina, com capacidade inicial de abate diária anunciada de 7.880 animais, o que equivale a 550 por hora ou 1,8 mil toneladas/dia. 

    O projeto, que é a maior unidade frigorífica da cooperativa, recebeu investimentos de R$ 1,3 bilhão, e prevê gerar 8500 empregos diretos e indiretos.

    A expectativa é iniciar as atividades em março de 2023, com faturamento estimado em R$ 5,7 bilhões.

    "O Paraná, maior produtor de proteína animal do País, ganha um novo investimento. A industrialização desse mercado é um caminho sem volta. Estamos gerando inovação, tecnologia e alimentos para todo o mundo”, comemorou vice-governador Darci Piana,

    O Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), entregou durante a inauguração de ontem a Licença de Operação da unidade aos investidores, o que permite o início das operações do frigorífico.

    Confira o video das obras em janeiro deste ano:

     

    Produção triplicada

    A Frimesa acredita que a industrialização de carnes triplicará sua produção de suínos, já que a nova estrutura diminuirá as distâncias e os custos no transporte dos animais.

    Isso ocorrerá em três etapas. Após o início da operação, entre 2023 e 2025, a estimativa de produção é de 3,7 mil cabeças por dia. Entre 2026 e 2028, o número deve subir para as 7,8 mil cabeças.

    Na terceira etapa, entre 2029 e 2031, a meta é atingir mais de 11 mil cabeças por dia. A partir de 2032, o objetivo é que o número suba para 15 mil suínos processados por dia.

    O vice-governador Darci Piana afirma que a instalação da nova unidade terá um impacto significativo na economia de Assis Chateaubriand e de toda a região.

    “Serão 8,5 mil empregos diretos, mais os indiretos, que devem superar os 15 mil, com tudo que envolve esse complexo de produção. Isso vai permitir que muita gente tenha oportunidade de renda, impulsionando a economia.”

    Peça-chave

    Ainda segundo a Frimesa, o projeto é peça-chave para o futuro da cadeia produtiva de suínos desde a base primária.

    A escolha da localização da nova unidade, a 150 quilômetros de distância da sede, em Medianeira, também no Oeste, se deu por conta da concentração de produtores na região e, por isso, deve promover ainda mais desenvolvimento no Oeste.

    “Seguimos o exemplo já adotado em Cafelândia, Medianeira, Palotina. Na medida em que trazemos mais gente para o lugar, uma coisa puxa a outra. Daqui uns anos teremos uma mudança radical porque criamos oportunidade para as pessoas trabalharem e produzirem riqueza em Assis Chateaubriand”, destacou o diretor-presidente da Frimesa, Valter Vanzella.

    A Frimesa completou 45 anos em 2022 e ainda tem o foco no mercado interno, mas as exportações da cooperativa cresceram de 5% para 25% do total produzido nos últimos anos.

    "A nossa cadeia produtiva é organizada, conta com um sistema de rastreabilidade, e temos planejamento para crescer. Essa nova agroindústria contou com a colaboração de 200 empresas. A obra durou três anos e agora conseguimos um desfecho animador para todos", acrescentou. 

    Balanço anual

    Balanço divulgado nesta quarta (dia 14) pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos prevê que o setor encerre 2022 com crescimento da produção ao redor de 6% em relação a 2021.

    O levantamento estima ainda que as exportações fiquem em volumes similares aos do ano passado – até novembro deste ano volume era 921,665 mil toneladas contra 935,192 de 2021 – e que se consolide um novo recorde de consumo per capita ano de carne suína, superando a marca dos 19kg.

    “Para o ano que vem espera-se um crescimento do abate entre 3 e 5% e um incremento das exportações ao redor de 2%, determinando um melhor ajuste entre oferta e demanda no mercado doméstico”, diz o presidente da ABCS, Marcelo Lopes.

    “Em resumo, o ano de 2022 termina estancando as perdas de uma crise profunda, com a expectativa de que no ano que vem inicie a recuperação financeira do setor.”

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