Área de hortaliças cresce 3,4% em 2022, após dois anos de queda

    Aumento foi impulsionado pelas indústrias de tomate e de batata, diz HF Brasil

    Por |
    Já para as frutas, o balanço aponta para ligeira queda, de 0,9%, na área de 2022 frente a 2021. (foto - Sistema CNA/Senar)

    Já para as frutas, o balanço aponta para ligeira queda, de 0,9%, na área de 2022 frente a 2021. (foto - Sistema CNA/Senar)

    09deJaneirode2023ás16:31

    A área dedicada às hortaliças registrou alta de 3,4% em 2022, frente ao ano anterior, segundo análise do Hortifruti Brasil, órgão ligado ao Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP).

    O número, diz o HF Brasil, compensa parcialmente as perdas de investimento verificadas durante o período mais crítico da pandemia, em 2020.

    Ainda segundo o estudo, o aumento foi impulsionado pelas indústrias de tomate e de batata e também pela recuperação parcial das áreas de alface e cenoura.

    Já para as frutas, o balanço aponta para ligeira queda, de 0,9%, na área de 2022 frente a 2021.

    A avaliação é que, apesar do crescimento para manga e uva de mesa (influenciado pela exportação aquecida nos anos recentes), as áreas cultivadas com mamão, melão e melancia recuaram com força. 

    No caso da banana e da maçã, os investimentos se mantiveram estáveis em 2022.

    Projeção em 2023

    Para 2023, a projeção da Hortifruti Brasil indica aumento do grupo de frutas, influenciada pela recuperação na área de mamão e melancia, que são as culturas que mais reduziram os investimentos nos últimos anos.

    Quanto às hortaliças, o aumento na área deverá ser concentrado na produção industrial de batata e tomate. Além disso, deve haver recuperação da área de cebola. Para alface e cenoura, os investimentos devem se manter estáveis em 2023, diz o HF.

    Desempenho das exportações

    Já as exportações brasileiras de frutas frescas atingiram recordes em 2021, tanto em volume quanto em receita, favorecidas pelos avanços comerciais e produtivos do setor.

    Porém, para 2022, o resultado final dos embarques, apesar de ser muito otimista, não sustentará o recorde obtido no ano anterior.

    Os principais motivos para o menor desempenho em 2022 são problemas logísticos (falta de contêineres e aumento do valor do frete, tanto marítimo quanto aéreo), o alto custo de produção (reforçado pela guerra entre Rússia e Ucrânia, que impulsionou os valores dos insumos, sobretudo de fertilizantes, estreitando as margens dos exportadores).

    Além disso, houve queda na produção de algumas frutas em 2022, devido ao clima desfavorável.

    Neste cenário, segundo o HF Brasil, para 2023, a maior preocupação do setor exportador é a demanda externa, que pode se enfraquecer por conta da possível queda da atividade econômica global, principalmente na União Europeia, maior destino das frutas brasileiras.

    As informações são parte do anuário 2022/2023, que compila as principais notícias do ano passado, e pode ser lido na íntegra no site do HF Brasil.

    Temas nesta notícia