Cotação do milho recua apesar das exportações aquecidas
Redução da previsão de safra nos Estados Unidos pode trazer novo impulso aos preços
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USDA reduziu estimativa sobre estoques de milho nos Estados Unidos. (foto - Portos Paraná)
As cotações do milho nos portos recuaram de forma expressiva na segunda semana do ano, de R$ 87,27 no dia 9 para R$ 86,39 ontem (dia 16).
Ainda assim, o preço da saca de milho de 60 quilos ainda opera no terreno positivo em janeiro, com alta de 0,37%.
A razão principal é o ritmo intenso das exportações neste início de janeiro e a expectativa de continuidade de embarques aquecidos.
Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão ocorreu devido à queda do dólar, que limitou a paridade de exportação. As baixas nos portos foram transmitidas apenas em parte às cotações no interior do País.
Além disso, agentes consultados pelo Cepea também se atentam ao início da colheita no Sul do Brasil, que terá produção maior que a da temporada anterior, apesar de a produtividade ter sido afetada por adversidades climáticas.
Considerando-se os dados de exportação de janeiro e as altas dos preços internacionais, os valores internos poderiam estar firmes. A cotação do milho evoluiu da seguinte maneira desde dezembro, segundo o indicador do Cepea:
| Data | R$ | US$ |
| 05/12/2022 | 85,54 | 16,2 |
| 12/12/2022 | 86,15 | 16,18 |
| 19/12/2022 | 86,05 | 16,21 |
| 26/12/2022 | 85,79 | 16,47 |
| 02/01/2023 | 86,09 | 16,06 |
| 09/01/2023 | 87,27 | 16,61 |
| 16/01/2023 | 86,39 | 16,77 |
Preço do milho em Chicago
Os contratos do milho operam com preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado realiza parte dos lucros acumulados neste início do ano.
Na última semana, por exemplo, o contrato março/23 do cereal avançou mais de 3%. Os contratos com vencimento em março de 2023 operam cotados a US$ 6,71 por bushel, perda de 4,00 centavos, ou 0,59% em relação ao fechamento anterior.
Na sexta-feira (13), em sessão volátil, que alternou algumas vezes entre os territórios positivo e negativo, o cereal buscou suporte nos ganhos do petróleo. O mercado ainda digeriu os números baixistas divulgados no relatório de oferta e demanda de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os estoques finais de passagem dos EUA na safra 2022/23 foram estimados em 1,242 bilhão de bushels de milho, abaixo dos 1,302 bilhão de bushels previstos pelo mercado e aquém dos 1,257 bilhão de bushels indicados em dezembro.
Os Estados Unidos deverão colher 13,730 bilhões de bushels na temporada 2022/23, abaixo dos 13,930 bilhões de bushels indicados em dezembro e aquém também dos 13,922 bilhões de bushels esperados pelo mercado.
Na sessão, os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 6,75 por bushel, alta de 4,00 centavos de dólar, ou 0,59%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 6,73 3/4 por bushel, ganho de 4,25 centavos, ou 0,63% em relação ao fechamento anterior.