Milho deve ter produção recorde em 2023, mesmo com perdas em janeiro
Previsão do Cepea/USP é de recorde na colheita da 2ª safra
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Produtores brasileiros estão otimistas com à possibilidade de colheita recorde na segunda safra. (foto - CNA)
Na primeira semana de janeiro, agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) dizem estar atentos às perdas de produtividade previstas para as lavouras de milho de primeira safra, sobretudo do Sul do País.
O baixo volume de chuvas e as altas temperaturas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina vêm prejudicando o desenvolvimento das lavouras.
Por outro lado, produtores estão otimistas com à possibilidade de colheita recorde na segunda safra.
Desta forma, mesmo com o consumo doméstico também recorde, é de se esperar excedente elevado, o que, por sua vez, deve manter as exportações de milho em volumes históricos em 2023.
Por enquanto, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) aponta para produção estimada de de 27,22 milhões de toneladas, 9% acima da temporada anterior, mesmo com a redução em 3% da área. Segundo o Cepea, os números devem ser ajustados negativamente no próximo levantamento, como reflexo da primeira safra.
Segunda safra
Para a segunda safra, por enquanto, a Conab estima produção de 96,27 milhões de toneladas e para a terceira, de 2,33 milhões de toneladas. Com isso, a produção brasileira total em 2022/23 é projetada em 125,82 milhões de toneladas pela Conab.
Quanto aos preços, ainda que os atuais valores do milho operem em patamares inferiores aos registrados no início de 2022, a oferta mundial enxuta, o ritmo forte das exportações brasileiras e os baixos estoques de passagem já vêm dando sustentação às cotações domésticas desde o segundo semestre de 2022.