Justiça aceita recuperação extrajudicial do Pão de Açúcar para renegociar R$ 4,5 bilhões
Decisão da Justiça de São Paulo permite ao Grupo Pão de Açúcar negociar dívidas com credores sem intervenção judicial direta
Por |
A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação extrajudicial apresentado pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA), controlador da rede de supermercados Pão de Açúcar.
Com a decisão, a empresa poderá renegociar parte de suas dívidas diretamente com os credores, sem intervenção do Judiciário nas negociações.
O grupo informou, em comunicado ao mercado divulgado nesta quarta-feira (11), que o pedido foi aceito pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.
"A Companhia Brasileira de Distribuição (“Companhia”), em complemento ao fato relevante divulgado em 10 de março de 2026, vem informar ao mercado e aos seus acionistas que, nesta data, o Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo deferiu o processamento da recuperação extrajudicial da Companhia", diz o documento, assinado pelo vice-presidente de Finanças e Diretor de Relações com Investidores, Pedro Vieira Lima de Albuquerque.
>> SIGA O CANAL DO AGROFY NEWS NO WHATSAPP
>> ENCONTRE PRODUTOS E SOLUÇÕES PARA O AGRO NO AGROFY MARKET
Com efeitos imediatos, o plano de recuperação abrange apenas dívidas sem garantias, que, segundo a companhia, somam aproximadamente R$ 4,5 bilhões.
Ficaram de fora as despesas correntes ou operacionais, preservando os pagamentos a trabalhadores, fornecedores, parceiros e clientes.
O acordo foi firmado com os principais credores, que detêm cerca de R$ 2,1 bilhões do total da dívida incluída na negociação — percentual superior ao quórum mínimo legal, equivalente a um terço dos créditos afetados.
Segundo a companhia, em fato relevante divulgado nesta terça-feira (10), o plano “cria um ambiente seguro e estável para a continuidade, por 90 dias, das negociações” que já estavam em andamento.
“Assim, o plano representa um passo importante para o objetivo da administração de fortalecer o balanço, melhorar o perfil do endividamento e posicionar a companhia para o futuro, ao mesmo tempo que preserva o relacionamento com fornecedores e protege sua operação”, afirma o comunicado.