OIE alerta sobre escalada da gripe aviária nas Américas Central e do Sul
Já são 75 surtos da doença em 9 países, com mais de 1,2 milhão de aves mortas
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Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Honduras, Panamá, Peru e Venezuela detectaram pela primeira vez a presença de HPAI. (foto - divulgação Woah/OIE)
Surtos de gripe aviária em países da América Central e do Sul já causaram a perda de quase 1,2 milhão de aves, revelou nesta terça-feira (dia 1º) a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, em inglês).
O número é seguido de outro dado alarmante: pela primeira vez desde 2002, 75 surtos de gripe aviária de alta patogenicidade (HPAI) foram relatados em nove países dessas regiões.
“Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Honduras, Panamá, Peru e Venezuela detectaram pela primeira vez a presença de HPAI. O Chile, que estava livre de HPAI há 20 anos, também registrou novos casos da doença”, diz a OIE, em nota.
“Além disso, a velocidade de disseminação do IAAP tem levantado algumas preocupações, atingindo todos esses países em apenas quatro meses”, completa o texto.
Como resposta aos casos recentes nas regiões, a WOAH/OIE e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) criaram um Grupo Permanente de Especialistas em Influenza Aviária.
A iniciativa conjunta visa fornecer orientações sobre ações preventivas, preparação e resposta de emergência à gripe aviária na região.
A primeira reunião ocorreu em 13 de dezembro de 2022, onde juntos eles concordaram com uma lista de recomendações, entre elas, o abate imediato de todos os animais das propriedades em casos de surtos.
A organização pede que os países estejam atentos ao atual cenário e alerta que, embora a maioria dos casos tenha sido relatada em aves domésticas, espécies selvagens também foram afetadas, incluindo o pelicano peruano (Pelecanus thagus) e o pelicano pardo (Pelecanus occidentalis).
Ameaça global
Nos últimos anos, a gripe aviária vem devastando rebanhos de aves e animais selvagens na África, Ásia, Europa e América do Norte.
A doença é trata como uma ameaça global à saúde animal, segurança alimentar e meios de subsistência. Afetando principalmente aves domésticas e selvagens, pode ocasionalmente ser transmitida para humanos e outros mamíferos.
A HPAI é altamente contagiosa, causada por vírus, cujas características genéticas podem evoluir rapidamente.
No Brasil, que não tem nenhum caso até o momento, foi lançada na semana passada, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, a campanha “Influenza Aviária? Aqui não!”, que reforça medidas de prevenção no país.