Trigo transgênico: aprovação trará tranquilidade ao setor, diz Abitrigo

    Para entidade, agora, posicionamento final “ficará com os consumidores”

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    Abitrigo diz que Brasil vivia “risco operacional entre a aprovação da farinha e a proibição de utilização do trigo transgênico (HB4)”.

    Abitrigo diz que Brasil vivia “risco operacional entre a aprovação da farinha e a proibição de utilização do trigo transgênico (HB4)”.

    06deMarçode2023ás09:53

    A recente aprovação do plantio, importação e comercialização em território brasileiro do trigo transgênico (HB4) trará tranquilidade “aos diferentes atores de mercado”, de acordo com comunicado emitido na última sexta-feira (dia 3), pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo ( Abitrigo). 

    A aprovação foi anunciada na quinta-feira da semana passada (dia 2), pela CTNBio, durante a 259ª Reunião Ordinária, e tem como proprietária da patente a Bioceres Crop Solutions Corp.

    “Sobre o aspecto tecnológico, a Abitrigo foi e continua sendo favorável aos desenvolvimentos de inovação que venham trazer benefícios à saúde e à segurança alimentar dos brasileiros”, diz o texto, ao considerar a iniciativa importante para o crescimento do setor.

    A medida, vale lembrar, também permite acelerar a colaboração da Bioceres com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) para desenvolver variedades geneticamente modificadas subtropicais de trigo para aumentar a oferta de materiais locais nesta geografia.

    Farinha de trigo

    Além disso, de acordo com a Abitrigo, a aprovação se baseia na autorização anterior do Brasil para o uso da farinha de trigo da mesma variedade em alimentos e rações.

    “Passado mais de um ano da aprovação da importação de farinha de TGM (HB4), não ocorreram manifestações contrárias, e pesquisas realizadas no período deram sinais de que os consumidores brasileiros não se opunham ao uso de transgênicos”, destaca o comunicado.

    A Abitrigo recorda que existia no Brasil “um risco operacional entre a aprovação da farinha e a proibição de utilização do trigo transgênico (HB4)”.

    Motivo pelo qual o setor temia “risco de conflitos regulatórios”, tendo como exemplo a “Argentina produzido grande quantidade de trigo GM (HB4) que pudesse chegar ao Brasil e sua entrada no país impedida pelos órgãos de controle.”

    “Desde o início do processo de discussão, em 2020, a Abitrigo foi chamada a opinar sobre o assunto limitando-se a oferecer comentários sobre o aspecto mercadológico da eventual decisão, que garantisse a adequação da tecnologia aos interesses e entendimento dos consumidores, uma vez que não existiam informações mais precisas sobre este assunto”, recorda a entidade.

    “A palavra final ficará com os consumidores”, escreve Rubens Barbosa, presidente-executivo da entidade, quem assina o comunicado.

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