Batata, cebola e tomate reduziram preços em fevereiro
Já cenoura fez movimento contrário e subiu 44,2%, diz Conab
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Com redução de 12,8%, preço da batata tem 1ª queda, após cinco meses de alta. (foto - Sistema CNA/Senar)
Os preços da batata, cebola e do tomate deram uma trégua para o bolso do consumidor em fevereiro e puxaram movimento de queda nos valores médios de hortaliças e legumes no período.
É o que informa o 3º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta quinta-feira (dia 16), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Uma curiosidade do período é que apenas a cenoura teve alta nos preços em quase todas as Ceasas analisadas, com média ponderada das Ceasas 44,22% superior da registrada em janeiro.
Aliás, já no mês passado, o preço da cenoura havia subido em média 36,43% na comparação com dezembro de 2022.
De acordo com a Conab, a principal razão para isso foram as chuvas acima da média nas regiões produtoras do sudeste, o que ocasionou a pouca oferta da cultura.
Em queda
Serm novidades, cebolas e tomates seguiram como movimento de queda nas cotações dos meses anteriores.
A cebola, depois do pico de preços em novembro de 2022, vem registrando quedas intensas, mesmo com a menor oferta em alguns períodos.
Em fevereiro, a média ponderada ficou 5,70% inferior à registrada em janeiro, com reduções mais significativa na Ceasa/ES – Vitória, de 18,7%.
No caso do tomate, a diminuição não foi unânime, refletindo-se na queda de 5,08% na média ponderada, em comparação com a média de janeiro.

Batata tem 1ª queda, após cinco meses de alta
Com intensificação das safras, a média ponderada para a batata registrou redução de 12,88%. Trata-se da primeira queda de preços após cinco meses de alta (setembro de 2022 a janeiro de 2023).
Ainda segundo a Conab, a queda só não foi unânime pela alta observada na Ceasa/DF - Brasília (6,69%).
Já a diminuição de preços ficou entre 7,86%, na Ceasa/RJ ( Rio de Janeiro) e 42,03% na Ceasa/AC (Rio Branco).

Frutas em alta no mercado interno
No mês de fevereiro, com relação às frutas, apenas a banana deu sinais de preços baixos - e de modo parcial - em mercados de grande comercialização, sobretudo nas Ceasas localizadas em Goiânia/GO (-11,69%) e Belo Horizonte/MG (-11,62%), onde a fruta chegou a ser vendida por R$ 4,88/kg e R$ 3,55/Kg, respectivamente.
Isso porque a quantidade ofertada caiu e houve movimento ligado à diminuição da produção da banana nanica, que estava com oferta elevada nos meses anteriores.
Já o mercado da banana prata, em período de entressafra, continuou com preços elevados, mas estáveis. As exportações também caíram, principalmente por conta das menores compras da Argentina.
A laranja passou por uma diminuição moderada na oferta, ocasionada pela redução na colheita no campo por causa das chuvas que causaram problemas logísticos, e aumento das cotações influenciado pela elevação da demanda no varejo por causa do calor, entre outros fatores.
A demanda da indústria produtora de suco continuou alta. As exportações também subiram e a perspectiva anual para as vendas externas é positiva. O mamão manteve a tendência de alta, permanecendo em patamares elevados de preços.
Quanto à melancia, houve queda da produção gaúcha e aumento no sul baiano, com a presença de frutas de qualidade. O s empresários do ramo nessas regiões tiveram boa rentabilidade. Já as exportações diminuíram devido ao menor volume potiguar produzido e à elevação dos preços do frete marítimo.
A maçã teve movimento diferente, uma vez que os preços caíram e a comercialização subiu na maioria das Ceasas, com a chegada da safra da maçã gala aos mercados, atrasada em um mês pela estiagem no Rio Grande do Sul.
A colheita da safra da fuji se intensificará em fins de março e início de abril. A temporada de exportações começará efetivamente a partir deste mês, com o aumento do volume colhido.
Por outro lado, as importações devem diminuir com a chegada da nova safra.
Exportações reduziram em fevereiro
Ainda de acordo com o Boletim Prohort, o volume exportado de frutas, considerando janeiro e fevereiro de 2023, foi de 158,5 mil toneladas, sendo 9,4% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com valor auferido de mais de US$ 155,4 milhões, 5,7% mais elevado.
Destaque para as reduções consideráveis na exportação de melões (-12,8%), bananas (-20,1%), mamões (-17,5%) e pêssegos (-55%), frente ao ano passado.
As mangas tiveram aumento de 4,8% na quantidade exportada pelo Brasil: foram 16,8 mil toneladas nos dois primeiros meses deste ano.
Os dados estatísticos do Boletim Prohort da Conab foram levantados em onze Centrais de Abastecimento localizadas em São Paulo/SP, Belo Horizonte/MG, Rio de Janeiro/RJ, Vitória/ES, Curitiba/PR, São José/SC, Goiânia/GO, Brasília/DF, Recife/PE, Fortaleza/CE e Rio Branco/AC.