Mapa anuncia 44 novos defensivos agrícolas
Sete são voltados para agricultura de baixo impacto
Por |
O Trichoderma atroviride, indicado para controle de mofo-branco, é novidade. (foto - Mapa)
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta quinta-feira (14), no Diário Oficial da União, o registro 44 defensivos agrícolas autorizados para uso imediato no país.
Desses, sete são considerados de baixo impacto, entre os quais está o Trichoderma atroviride, até então inédito, que é indicado para controle de sclerotinia sclerotiorum, popularmente chamada de mofo-branco.
A praga afeta várias culturas como, por exemplo, abóbora, alface, batata, berinjela, feijão, melancia, melão, pepino, soja, dentre outras.
“Os registros garantem mais opções de produtos para controle de pragas na agricultura brasileira, principalmente a orgânica”, destaca o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins, José Victor Torres.
Além do Trichoderma atroviride, também estão na lista dos orgânicos defensivos a base do Trichoderma viride, Telenomus podisi e Baculovirus, enquanto os compostos por Pseudomonas oryzihabitans e Trichoderma atroviride são de baixo impacto.
Segundo o Mapa, os produtos fitossanitários aprovados para a agricultura orgânica foram registrados com base em Especificação de Referência (ER), o que torna possível o uso em qualquer cultura com ocorrência dos alvos biológicos, mesmo nos cultivos convencionais.
Em 2023
Somente em 2023, o Mapa atualizou com 66 produtos a lista de defensivos registrados no País, sendo 15 deles de baixo impacto, e nove voltados para agricultura orgânica.
“Comparando com o ano de 2022 já tivemos um incremento de 3 produtos de baixo impacto, uma vez que no ano anterior foram registrados nesse mesmo período 12 produtos de baixo impacto. Isso demonstra o quanto vem crescendo a cada ano o registro de agrotóxicos de base biológica”, destaca Torres.
Ainda segundo comunicado divulgado pelo Mapa, os produtos de baixo impacto, além de serem eficientes do ponto de vista agronômico, “apresentam baixo ou nenhum impacto sobre a saúde humana e o meio ambiente”, razão pelo qual seu “uso vem ganhando cada vez mais espaço na produção agrícola brasileira”, diz o texto.
Novidades entre os químicos
Já dos produtos químicos registrados, tem-se um herbicida em que um de seus ativos é o Aminociclopiracloro. Esse é um ativo novo para controle de diversas plantas daninhas em pastagens. Os demais produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país.
O registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira.
Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.