Sustentabilidade, digitalização e bioinsumos devem marcar o mercado de insumos em 2026

Fabricantes apostam em inovação, ciência e soluções de maior valor agregado para enfrentar margens apertadas e um cenário mais complexo no campo

Tecnologia no campo: uso de ferramentas digitais e soluções mais eficientes deve ganhar espaço no mercado de insumos agrícolas em 2026. (Foto: Foto: Wenderson Araujo/Trilux)

Tecnologia no campo: uso de ferramentas digitais e soluções mais eficientes deve ganhar espaço no mercado de insumos agrícolas em 2026. (Foto: Foto: Wenderson Araujo/Trilux)

30deJaneirode2026ás08:30

Sustentabilidade, digitalização, bioinsumos e soluções de maior valor agregado devem orientar as estratégias das principais fabricantes no mercado de insumos agrícolas em 2026.

Em um ambiente ainda pressionado por margens apertadas, juros elevados e incertezas globais, a indústria aposta em inovação, ciência e tecnologia como caminhos para sustentar a competitividade da agricultura brasileira.

O Agrofy News ouviu o setor para entender quais tendências devem marcar o mercado de insumos em 2026 e como as empresas estão se preparando para esse cenário. 

As próprias empresas responderam e apontaram o que virá pela frente.

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Integração entre produtividade e sustentabilidade

Para Guilherme Schmitz, Vice Presidente de Marketing e Agronomia da Yara, o próximo ciclo deve consolidar a convergência entre ganho de produtividade, sustentabilidade e uma agricultura cada vez mais técnica.

"O segmento de insumos em 2026 será marcado pela combinação entre ganho de produtividade e sustentabilidade, com forte avanço de bioinsumos e de soluções de maior valor agregado, impulsionados por uma agricultura cada vez mais técnica e regenerativa. Na Yara, essa tendência já é realidade. E, para este ano, vamos avançar na integração entre NPK, micronutrientes e bioinsumos, com lançamentos como o YaraBasa FULL, desenvolvido para a agricultura brasileira e combinado às tecnologias das linhas YaraVita e YaraAmplix."

Guilherme Schmitz, vice-presidente de Marketing e Agronomia da Yara, fala sobre as tendências do mercado de insumos agrícolas pa

De acordo com o executivo, a redução da pegada de carbono também deve ganhar mais espaço nas estratégias da indústria.

"Ainda com foco em soluções de menor pegada de carbono, vamos ampliar nossas colaborações com a indústria do alimento na jornada de descarbonização da produção, já presentes em culturas como o café, batata e cacau, com fertilizantes feitos com matriz energética renovável que podem reduzir, em média, até 40% a pegada de carbono nos respectivos cultivos."

Schmitz destaca, no entanto, que o ambiente de negócios seguirá desafiador em 2026.

"Vale ressaltar, contudo, que, do ponto de vista de mercado, 2026 se apresenta novamente como um ano desafiador. Questões macro relacionadas ao custo do capital, juros e financiamentos, tensões geopolíticas envolvendo países fornecedores de matérias-primas, entraves logísticos e variáveis, como o câmbio monetário, demandam que o produtor rural tome decisão de negócio de forma assertiva e conte com parceiros sólidos para superar estes momentos. Na Yara, com base em pesquisa e ciência, temos conseguido mostrar para o produtor brasileiro que investir em qualidade e conhecimento traz resultados. Um caminho sem volta, onde o produtor ganha, a indústria ganha, o mercado ganha, e o solo brasileiro ganha."

Inovação como resposta às margens apertadas

Segundo André Pozza, diretor de Marketing da Syngenta Brasil, o mercado de insumos em 2026 deve conviver com uma demanda mais estável, mas com pressão sobre margens e maior complexidade geopolítica.