Como fazer o controle biológico da cigarrinha do milho?

    Adapar apresenta medidas mais eficazes após testes

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    Como fazer o controle biológico da cigarrinha do milho?
    14deAbrilde2023ás17:09

    A eliminação de milho remanescente da safra anterior (tiguera) e a rotação de cultura são algumas das ações que o produtor pode tomar para reduzir a infestação pela cigarrinha do milho (Dalbulus maidis), uma das principais pragas que atingem a cultura desde 2019. 

    As orientações são da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), com base no monitoramento constante contra a praga no Estado que, somente no ano passado, teve o inseto em 55% da área.

    Neste cenário, além de reduzir a presença da cigarrinha, é uma preocupação da Adapar oacompanhar o uso de inseticidas químicos, motivo também dos estudos do controle biológico.

    Os dados do Sistema de Monitoramento do Comércio e Uso de Agrotóxicos do Paraná (Siagro) mostram que, na segunda safra de milho 2020/21, foram aplicados 902 mil litros de inseticidas contra a cigarrinha. O número aumentou para 2,3 milhões de litros no mesmo período na safra 2021/22.

    “Na atual safra, a evolução é constante e preocupante em relação ao uso de inseticida. Nosso maior temor é com aquilo que esse uso está causando no campo”, disse o coordenador de Sanidade Vegetal da Adapar, Marcílio Martins Araújo.

    Uma das boas notícias é o crescimento no uso de bioinseticidas, o que deve aumentar ainda mais com o avanço das pesquisas, incluindo as realizadas pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná).

    Outra ações

    Além da eliminação de milho tiguera e rotação de culturas, outras ações podem ser tomadas de imediato pelos produtores, como não semear perto de outras lavouras com sintomas de infecção.

    Também o uso de sementes com maior resistência e tratadas com produtos registrados, respeito ao período de zoneamento, seguir as orientações agronômicas, manter controle de qualidade na colheita e fazer o transporte correto.

    “Isoladamente não existe bala de prata, é preciso atenção, cuidado e respeito a todas as orientações técnicas”, reforçou Araújo.

    O técnico acentua também a necessidade de retirada de restos de cultura remanescente, além da rotação de lavoura. “Foram esses problemas alguns dos facilitadores para o ressurgimento de uma praga secundária que se transformou em primária”, acrescentou.

     O Paraná, vale lembrar, deve responder por 15% do total da produção de milho da safra 2022/2023, somando 19 milhões, dentro de condições normais, segundo a Conab. 

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