Importação de insumos agrícolas cresce em valor e volume; exportações alcançam recorde dos últimos 14 anos
CropData mostram avanço das compras externas em 2025, alta nas exportações e recorde de registros de novos produtos, com destaque para bioinsumos
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A importação de insumos agrícolas — defensivos químicos, biológicos e sementes — cresceu em valor e volume em 2025. Ao todo, foram US$ 14,3 bilhões em valor importado e 1,76 milhão de toneladas.
O dado integra a atualização mensal disponibilizada nesta quarta-feira (21) pela CropLife Brasil, como parte do calendário de divulgações do CropData.
As exportações dos produtos do setor também estiveram em alta no ano passado e somaram US$ 976 milhões, alcançando o maior patamar dos últimos 14 anos, puxadas principalmente por químicos e sementes.
Além disso, o Brasil encerrou 2025 com 912 registros de novos produtos, com destaque para os bioinsumos.
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Entenda os números
A importação de insumos agrícolas atingiu US$ 14,3 bilhões em 2025, sendo 96,3% referentes a defensivos químicos, 2,2% a bioinsumos e 1,5% a sementes.
As importações de produtos químicos — que contemplam a entrada de matéria-prima industrial utilizada na formulação dos defensivos, produto técnico e produto formulado — totalizaram US$ 13,8 bilhões, uma alta de 15% no valor importado (US$ 1,8 bilhão adicionais) em comparação a 2024.
No mesmo período, houve a continuidade da tendência de retração nos preços unitários, influenciada principalmente pela maior participação de produtos genéricos nas compras externas, com destaque para os produtos já formulados.

Quando observadas em volume, as importações foram recorde em 2025, com 1,76 milhão de toneladas — crescimento de 23% em relação a 2024. Desse total, 1,04 milhão de toneladas foram de produto formulado (recorde), 0,37 milhão de toneladas de matéria-prima (recorde) e 0,35 milhão de toneladas de produto técnico.
Assim como nos anos anteriores, a China foi a principal origem desse volume, com US$ 6,0 bilhões, seguida pela Índia, com US$ 2,0 bilhões, e pelos Estados Unidos, com US$ 1,6 bilhão.

O protagonismo chinês ocorreu nos três segmentos monitorados pela CLB e, em 2025, representou 35% da matéria-prima, 48% do produto formulado e 54% do produto técnico que entrou no Brasil.
Exportações em alta
As exportações totalizaram US$ 976 milhões em 2025, crescimento de 7% em relação a 2024. O valor fechado é recorde de receita no setor quando comparado aos últimos 14 anos. O segmento de químicos respondeu por 66% do total, seguido por sementes, com 27%, e bioinsumos, com 7%.

As exportações de sementes agrícolas alcançaram US$ 262 milhões, crescimento de US$ 12 milhões (5%) em relação aos dois últimos anos.

Em contrapartida, houve retração de 1,1 mil toneladas no volume exportado em comparação a 2024. Esse movimento reflete a valorização dos preços médios das sementes exportadas pelo Brasil.
O principal destaque foi a exportação de sementes de milho, com US$ 124 milhões, seguida por sementes para forrageiras, com US$ 75 milhões, e hortícolas, com US$ 28 milhões. Esses três grupos responderam por 87% do total exportado pelo país.
Paraguai, Colômbia e Argentina foram os principais compradores de sementes brasileiras, sendo que o Paraguai liderou as aquisições de sementes de milho, com US$ 75 milhões.
Registros de novos produtos
O ano de 2025 foi recorde na liberação de novos produtos, com 912 registros concedidos, sendo 750 produtos químicos — dos quais 323 são produtos técnicos e 427 produtos formulados — e 162 bioinsumos, o maior número da série histórica. Ao todo, há 874 registros ativos, que incluem 722 agroquímicos e 152 biológicos.
Os dados de registros exibidos no CropData são elaborados pela consultoria Move Analytics, com base em informações oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Os dados disponibilizados consideram apenas os registros ativos na base do Agrofit.
No caso dos bioinsumos, o aumento de registros está relacionado à entrada de novas empresas no setor e à ampliação da área de biológicos na indústria multinacional. Já entre os químicos, o crescimento foi impulsionado pelo registro de produtos formulados genéricos.
Esses produtos têm ganhado espaço no campo, atraindo os produtores pelo preço mais competitivo e pela ampla disponibilidade — tendência que reforça o papel estratégico desse segmento no manejo agrícola.