Brasil abriu 18 mercados para o agro em 2023: quais são eles?
As Américas somam 10 novas oportunidades de comércio para o agronegócio
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Governo destaca trabalho em prol do agro brasileiro. (foto - ABPA)
Com a conclusão do acordo que permite a venda de subprodutos de origem animal, como farinha de proteínas e gorduras de aves e suínos, para a África do Sul, o Brasil atingiu na primeira semana de maio a soma de 18 novos mercados em 2023.
O número é destacado em balanço do Ministério da Agricultura e Pecuária, divulgado ontem (dia 8). “É inquestionável o aumento das exportações e da ampliação do portfólio de produtos brasileiros sendo exportados mundo afora”, exaltou o ministro Carlos Fávaro.
Para ele, o atual cenário de expansão do agro nacional é “fruto de uma conjuntura que favorece muito nosso sistema de defesa animal e vegetal”, uma vez que o processo garante, com eficiência, “a qualidade dos nossos produtos”, disse.
O mais recente acordo, com a África, e segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, encerra a negociação de aprovação do Certificado Sanitário Internacional iniciada em 2017.

Mercosul
Cada abertura de mercado é uma autorização sanitária emitida pelo país envolvido, explica o Mapa. “Os comunicados que autorizam as vendas foram enviados ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) pelas autoridades sanitárias de cada país envolvido.” Dentre os quatro continentes que abriram mercados para os produtos brasileiros, as Américas somam 10 novas oportunidades de comércio para o agronegócio.
O dado, diz o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa, ressalta a retomada da boa relação com o bloco do Mercosul. "Essa nova abertura de mercado na Argentina (de embriões de equinos) mostra todo o esforço do governo brasileiro, especialmente do Mapa, em restabelecer o bom relacionamento com os nossos países vizinhos, principalmente do Mercosul, e estamos fazendo isso. ", comentou.
Também o comércio de carne bovina com o México está entre os destaques de 2023. "Há 20 anos o Brasil sonhava em abrir o mercado de carne bovina para o México. No caso da carne suína, o mercado do México corresponde a mais de 1 milhão de toneladas. Também tivemos ampliações para a China e estamos trabalhando muito forte para abrir mercados na União Europeia”, comemorou o ministro do Mapa.
Mais US$ 200 milhões
A expectativa é que com a abertura para as carnes bovinas e suínas brasileiras para o México gerem um aumento em US$ 200 milhões nas exportações. O México é o terceiro maior importador mundial da proteína animal, atrás somente de China e Japão.
De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, o Brasil registrou recorde nas exportações do agronegócio no primeiro trimestre deste ano, com US$ 35,95 bilhões. O setor representou, neste período, 47,2% das exportações totais brasileiras.