Globo aposta mais uma vez no agronegócio em próxima novela das 9
Em Renascer, o cacau é o produto principal que norteia a história, que se passa na região cacaueira da Bahia
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Novela conta, em duas fases, a história de José Inocêncio, um fazendeiro da zona cacaueira de Ilhéus, na Bahia. (Foto: Rede Globo)
Se cada vez ganha mais espaço na economia, o agronegócio parece que fincou de vez sua bandeira na teledramaturgia brasileira. E a Rede Globo parece que gostou do tema que conquistou o telespectador brasileiro.
Tanto é assim que definiu que a próxima novela das nove que substituirá a atual "Terra e Paixão". Será a vez do remake de Renascer, novela de 1993, de Benedito Ruy Barbosa.
Assim como Terra e Paixão, a próxima novela do seu horário nobre, com previsão de estrear no início de 2024, tem inspiração no agronegócio.
Em dois anos, é a terceira novela com o setor como fio condutor. Antes, a Globo realizou o remake de Pantanal. Depois fez uma trama urbana – Travessia - e voltou com o agronegócio em Terra e Paixão, atualmente em exibição. Nos primeiros capítulos, porém, Terra e Paixão foi criticada pelos defensores do agro.
Além disso, a Rede Globo neste ano reprisou o Rei do Gado, com bons índices de audiência nas suas tardes.
Cacau
Em Renascer, o cacau é o produto principal que norteia a história, que se passa na Bahia.
A novela, com forte teor regional, conta, em duas fases, a história de José Inocêncio, um fazendeiro da zona cacaueira de Ilhéus, na Bahia. Seu grande amor é Maria Santa, com quem teve quatro filhos. Inocêncio tem uma péssima relação com seu filho caçula João Pedro, a quem culpa pela morte da esposa, que faleceu no seu parto, ainda na primeira fase da trama.
Na segunda fase, José Inocêncio e o filho se apaixonam por Mariana, neta de Belarmino. O pai leva a melhor e se casa com Mariana, que o chama carinhosamente de Painho.
A história também fala da disputa de terras. Coronel José Inocêncio tem dois inimigos, Belarmino e Teodoro, seu vizinho.
Outro assunto tratado na novela foi as condições de trabalho no Brasil, retratado na personagem de Tião Galinha, vivido na época por Osmar Prado.
Na figura, de Padre Lívio (Jackson Costa), o folhetim também retrata a reforma agrária sem se aprofundar muito no assunto, que voltou forte na novela Rei do Gado, anos mais tarde na Rede Globo.
Quem será o novo Rei do Cacau?
Antônio Fagundes interpretou José Inocêncio na segunda fase da novela – Leonardo Vieira deu vida a personagem na primeira fase. A Rede Globo ainda não definiu quem será o novo protagonista da novela.
Marcos Palmeira, que protagonizou Pantanal, e Murilo Benício, que fez também a novela, disputam o papel principal da trama.
Pará
Segundo o livro “Brasil em 50 Alimentos”, da Embrapa, atualmente, o Brasil ocupa o sexto lugar em produção de cacau.
Embora a novela se passe na Bahia, é o Pará que é hoje o maior produtor nacional, com mais da metade do rendimento total do País (1,8 de 3,5 bilhões de reais em valor bruto de produção). A Bahia vem na segunda colocação.
O cacau é a principal matéria-prima do chocolate, feito por meio da torra e moagem das suas amêndoas secas em processo industrial ou caseiro. Outros subprodutos do cacau incluem sua polpa, suco, geleia, destilados finos e sorvete, além de ser usado na indústria farmacêutica e de cosméticos.