Cotação do milho começa julho em alta, apesar do avanço da segunda safra

    Novo impulso pode vir hoje com divulgação do relatório do USDA nos Estados Unidos

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    Estoques finais de passagem da safra mundial 2022/23 foram revistos para um pouco acima do mês passado. (foto - CNA)

    Estoques finais de passagem da safra mundial 2022/23 foram revistos para um pouco acima do mês passado. (foto - CNA)

    10deJulhode2023ás11:57

    A cotação do milho apresenta alta, ainda que tímida, no inicio de julho com valorização de 0,94%, a R$ 55,88 por saca de 60 quilos, no mercado doméstico brasileiro.

    Contudo, o Cepea ainda observa retração de parte dos consumidores por conta do avanço da colheita de segunda safra, que mantêm o preço da saca de milho enfraquecidas.

    No campo, a ausência de chuvas na última semana favoreceu o avanço nos trabalhos. Dados da Conab mostram que, até o dia 1º de julho, a colheita chegou a 20% da área nacional, avanço semanal de 9 p.p., mas ainda atraso de 8 p.p. em relação ao ciclo anterior.

    De todo modo, os movimentos de valorização no mercado internacional podem trazer impulso, após meses de desvalorização do grão, assim como de outras commodities agrícolas.

    A safra de milho do Brasil 2022/23 deverá ser indicada em 132,8 milhões de toneladas, acima das 132 milhões de toneladas apontadas em junho. Já a safra da Argentina 2022/23 deve ser apontada em 34,3 milhões de toneladas, abaixo das 35 milhões de toneladas previstas no mês passado.

    Preço do milho hoje em Chicago

    Os contratos do milho operam com preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado busca suporte nas preocupações com o clima para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas de milho.

    O relatório de condições das lavouras do cereal será divulgado na tarde de hoje pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os investidores também estão em compasso de espera para o relatório de oferta e demanda de julho do USDA, que será divulgado na quarta-feira (12).

    Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em uma produção de 15,149 bilhões de bushels de milho em 2023/24, ficando abaixo dos 15,265 bilhões de bushels indicados em junho, mas acima dos 13,730 bilhões de bushels colhidos na temporada 2022/23.

    A produtividade média deve ficar em 175,8 bushels por acre, aquém dos 181,5 bushels por acre indicados em junho, mas acima dos 173,3 bushels por acre colhidos na safra 2022/23.

    Os estoques finais de passagem da safra 2023/24 norte-americanos devem ser indicados em 2,166 bilhões de bushels, abaixo dos 2,257 bilhões de bushels previstos em junho. Para a safra 2022/23, os estoques finais de passagem devem ser reduzidos de 1,452 bilhão de bushels para 1,406 bilhão de bushels.

    Para a safra global 2023/24, os estoques finais de passagem devem ser indicados em 312,4 milhões de toneladas, aquém das 314 milhões de toneladas apontadas em junho.

    A previsão é de que os estoques finais de passagem da safra mundial 2022/23 sejam apontados em 297,8 milhões de toneladas, superior frente às das 297,6 milhões de toneladas indicadas no mês passado.

    Os contratos futuros de milho com entrega em setembro estão cotados a US$ 4,95 por bushel, alta de 7,75 centavos de dólar, ou 1,59%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2023 operam com avanço de 7,00 centavos de dólar, ou 1,41%, cotados a US$ 5,01 1/2 por bushels.

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