Queda da demanda chinesa deve pressionar mercado do boi em 2026
Indústrias estimam aumento da capacidade ociosa e ajuste no ritmo de abates diante do cenário externo
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O mercado físico do boi gordo apresentou preços de estáveis a mais baixos ao longo desta semana nas principais praças de comercialização do Brasil.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos estão tentando impor pressão sobre os preços, sobretudo em função das questões que envolvem a salvaguarda chinesa.
Iglesias explica que a redução da demanda da China, projetada para 2026, será determinante para o comportamento do setor e exige uma resposta estratégica.
“A resposta escolhida foi o aumento de capacidade ociosa, a ideia é reduzir o abate no Brasil este ano”, destaca.
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De acordo com o analista, já havia uma perspectiva de retração da oferta por conta da inversão do ciclo pecuário, mas agora surge um novo fator que reforça essa tendência.
Ele aponta que essas medidas serão essenciais para adequar o mercado a uma nova realidade, na qual a China deverá comprar aproximadamente 500 mil toneladas a menos de carne bovina brasileira em 2026.