Coreia do Sul pretende investir na recuperação de pastagens brasileiras, diz Mapa

    Proposta brasileira apresentada na Ásia visa intensificar a produção de alimentos de forma sustentável

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    Ministro Carlos Fávaro se encontrou com o presidente do banco Eximbank, Yoon Hee-sung, na sede da instituição em Seoul

    Ministro Carlos Fávaro se encontrou com o presidente do banco Eximbank, Yoon Hee-sung, na sede da instituição em Seoul

    25deJulhode2023ás16:55

    Em missão pelo continente asiático, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu no Banco de Exportação e Importação da Coreia do Sul, o Korea Eximbank, hoje (dia 25).

    O titular da pasta apresentou ao presidente do banco, Yoon Hee-sunga, proposta brasileira de recuperação de pastagens de baixa produtividade que visa intensificar a produção de alimentos de forma sustentável.

    Após a reunião, segundo o Mapa, o Eximbank manifestou interesse na iniciativa e na participação em operações de crédito junto ao Banco do Brasil para projetos de agricultura sustentável e infraestrutura.

    O projeto

    O encontro do ministro aconteceu na sede da instituição em Seoul, na Coreia do Sul. Na ocasião, ele apresentou o projeto da pasta que visa a recuperação e conversão de áreas de pastagens que permitem dobrar a área de produção de alimentos do Brasil sem desmatamento.

    O projeto é ancorado na tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com coordenação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e capilaridade do Banco do Brasil para a distribuição de recursos.

    A proposta de recuperação é de até 40 milhões de hectares de áreas de pastagens degradadas ou com baixa produtividade e alta aptidão para a agricultura e tem como pilar contribuir para a segurança alimentar do planeta por meio da utilização de uma produção agropecuária sustentabilidade e atrativa.

    O programa prevê investimentos de aproximadamente U$ 120 bilhões em 10 anos.

     Investidores internacionais podem aderir ao programa financiando a recuperação das áreas que servirão para a produção de alimentos de qualidade para os mercados interno e externo.

    Áreas degradadas

    No início de julho, a pasta já tinha sinalizado que ia buscar investimento externo para recuperação de pastagens.

    O ministro do Mapa, Carlos Fávaro, se reuniu na ocasião com técnicos do Mapa, Embrapa, do BNDES e do Banco do Brasil.

    O objetivo foi estruturar propostas para a captação de recursos internacionais que possam financiar técnicas de produção agropecuária sustentáveis no Brasil, projeto apresentado hoje na Coréia do Sul. 

    De acordo com um estudo do Banco do Brasil, o país tem atualmente cerca de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas, sendo 35 milhões com degradação alta e cerca de 66 milhões de hectares com degradação intermediária. 

    Japão

    A próxima missão será no Japão. Na capital, Tóquio, uma das principais ações é o debate sobre o protocolo sanitário acerca da gripe aviária. Apesar do Brasil manter o status de livre da doença em aves comerciais, conforme preconiza a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o governo japonês decidiu suspender temporariamente as importações de carne de frango oriundos do Espírito Santo e Santa Catarina.

    O anúncio foi feito após a confirmação de um caso de de Influenza Aviária (H5N1) de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma criação de subsistência na cidade de Maracajá (SC). Antes, no final de junho, o Brasil tinha confirmado primeiro caso em uma ave de subsistência na cidade de Serra (ES).

    Sustentabilidade

    Além do fim do embargo, a missão brasileira falará também de sustentabilidade. Em junho, propostas de continuidade na cooperação técnica entre Brasil e Japão para intensificação do desenvolvimento sustentável foram a pauta de uma audiência na sede da Embrapa em Brasília. 

    Na época, Carlos Fávaro esteve reunido com o embaixador japonês, Teiji Hayashi e o presidente da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), Akihiko Tanaka, além da presidente da Embrapa, Silvia Massruha.

    A JICA é uma das principais parceiras da Embrapa nestes 50 anos desde sua criação com importante participação no desenvolvimento da expansão de culturas para o Cerrado. No Japão, o Mapa vai buscar um trabalho conjunto para a conversão de áreas de pastagens de baixa produtividade em terras agricultáveis, aumentando a área de plantio com produtividade e sem desmatamento.

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