Mapa vai captar investimento externo para recuperar pastagens

    Objetivo é estruturar propostas para a captação de recursos internacionais que possam financiar técnicas de produção agropecuária sustentáveis

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    País tem cerca de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas, sendo 35 milhões com degradação alta e cerca de 66 milhões de hectares com degradação intermediária.

    País tem cerca de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas, sendo 35 milhões com degradação alta e cerca de 66 milhões de hectares com degradação intermediária.

    07deJulhode2023ás16:13

    O Ministério de Agricultura e Pecuária iniciou um estudo para criar um projeto para buscar investimento externo para programas de recuperação de pastagens degradadas no Brasil.

    Com esta ideia, o ministro do Mapa, Carlos Fávaro, se reuniu ontem (dia 6) com técnicos do Mapa, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Brasil.

    O objetivo é estruturar propostas para a captação de recursos internacionais que possam financiar técnicas de produção agropecuária sustentáveis no Brasil.

    “Vamos elaborar juntos um plano estruturado para que a gente possa captar recursos e intensificar esse programa de governo”, destacou o ministro Fávaro.

    Os técnicos irão finalizar a proposta nos próximos dias para levar a investidores privados e governamentais na viagem que será realizada pelo ministro e comitiva do Mapa no fim de julho ao Japão, Coreia, Emirados Árabes e Arabia Saudita.

    Estudo

    Durante o encontro, o Banco do Brasil apresentou o mapeamento de todas as áreas degradadas do país e um plano de recuperação escalonada, com estimativas de financiamento.

    De acordo com o estudo, o país tem atualmente cerca de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas, sendo 35 milhões com degradação alta e cerca de 66 milhões de hectares com degradação intermediária.

    Já o BNDES apresentou propostas de cofinanciamentos em projetos de recuperação de biomas, de coinvestimentos em fundos já existentes e a possibilidade de elaboração de um novo fundo para investimentos externos.

    Escoamento

    Fávaro também destacou a importância do BNDES para aumentar os investimentos em infraestrutura e logística para escoamento da safra.

    “Isso tem que estar integrado, se não fizermos assim, vamos criar um gargalo, aumentando a produção sem aumentar a infraestrutura necessária para o setor”.

     

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