Trigo reverte “queda técnica” e sobe mais um dia por tensão no Mar Negro
Cotação alcançou maior nível desde fevereiro na Bolsa de Mercadorias de Chicago
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Na Rússia, os trabalhos de colheita estão atrasados em relação à média para o período devido ao clima adverso.
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais altos. O mercado reverteu as perdas registradas mais cedo, voltou a ser sustentado pelas incertezas em torno do fornecimento de grãos pelo Mar Negro.
Movimento similar de queda para realização de lucros de agentes especuladores já havia ocorrido na sexta-feira passada, após dias seguidos de alta no valor do trigo.
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Exportações sustentam boi gordo em 2026O contrato spot chegou ao maior nível desde 14 de fevereiro. Esta foi a sexta sessão positiva nas últimas nove. Desde o fim do acordo para corredor de grãos, a Rússia deflagrou diversos ataques à infraestrutura portuária da Ucrânia.
Analistas acreditam que um acirramento do conflito pode levar a um rally similar ao visto entre fevereiro e março do ano passado, no início da guerra.
Por enquanto, os movimentos são predominantemente especulativos, ainda que o ritmo de escoamento tenha diminuído na região e que os custos de frete e seguro tenham aumentado devido aos riscos.
Analistas consultados por agências internacionais observam que, além das questões envolvendo o Mar Negro e de um foco secundário ao clima nos Estados Unidos, o mercado carece de notícias.
Vale pontuar, no entanto, que o Hemisfério Norte, que concentra a maioria da produção global de trigo, está em período de colheita. Na Rússia, os trabalhos estão atrasados em relação à média para o período devido ao clima adverso.
No fechamento, os contratos futuros de trigo com entrega em setembro eram cotados a US$ 7,60 1/4 por bushel, alta de 2,75 centavos de dólar, ou 0,36%, em relação ao fechamento anterior.
Os contratos com entrega em dezembro eram negociados a US$ 7,80 3/4 por bushel, ganho de 3,25 centavos, ou 0,41% em relação ao fechamento anterior.