Preço da soja patina sem sair do lugar na primeira quinzena de agosto
Contudo, leve alta foi registrada em Chicago nesta segunda-feira
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A safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,205 bilhões de bushels em 2023/24, o equivalente a 114,44 milhões de toneladas
A cotação da soja está patinando desde o começo de agosto, seja no mercado interno quanto no exterior. Após queda de 2,05% no primeiro dia útil do mês, a saca de soja teve altas e baixas que mantiveram o preço praticamente inalterado a R$ 146,50.
As notícias internacionais mais recentes têm um viés altista. Nos Estados Unidos, elas apontam para uma demanda aquecida pela oleaginosa e estoques menores em relação ao ano passado, enquanto, na Argentina, a vitória de Javier Milei nas eleições primárias teve o mesmo sentido.
Deste modo, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos.
No Brasil, contudo, os sucessivos aumentos nas previsões para a safra 2022/2023 é um fator baixista. Na semana passada, a Conab elevou novamente a previsão de produção do grão para 154,6 milhões de toneladas.
Saiba mais
Exportações sustentam boi gordo em 2026Ainda assim, na semana passada, a firme demanda por parte de indústrias de biodiesel impulsionou os preços do óleo de soja no mercado brasileiro, segundo dados levantados pelo Cepea.
Esse cenário acirrou a disputa com demandantes externos, uma vez que a procura global pelo óleo de soja do Brasil também está aquecida. De janeiro a julho de 2023, saíram dos portos brasileiros 1,6 milhão de toneladas de óleo de soja, de acordo com a Secex, um recorde.
Preço da soja hoje em Chicago
Os contratos futuros da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 18,50 centavos ou 1,41% a US$ 13,26 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,34 3/4 por bushel, ganho de 17,50 centavos de dólar, ou 1,32%, na comparação com o dia anterior.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com ganho de US$ 3,30 ou 0,84% a US$ 392,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 61,15 centavos de dólar, com alta de 0,93 centavo ou 1,54%.
Os principais fundamentos foram a previsão de safra nos Estados Unidos e as prévias eleitorais na Argentina.
Na sexta, o USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,205 bilhões de bushels em 2023/24, o equivalente a 114,44 milhões de toneladas.
Os estoques finais estão projetados em 245 milhões de bushels ou 6,67 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 261 milhões ou 7,1 milhões de toneladas. Em julho, o número era de 300 milhões ou 8,16 milhões de toneladas.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 416 mil toneladas de soja em grãos para destinos não revelados, a serem entregues na temporada 2023/24.
Na Argentina, a forte desvalorização do peso, após o resultado das prévias eleitorais, fez os produtores segurarem a soja e evitar vender aos processadores. Com a perspectiva de menor oferta, farelo e soja subiram.