Exportações brasileiras crescem 5,9% até terceira semana de agosto

    Balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,59 bilhões

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    Desempenho dos setores nas exportações apresentou crescimento de 15,2% em agropecuária, que somou US$ 4,68 bilhões

    Desempenho dos setores nas exportações apresentou crescimento de 15,2% em agropecuária, que somou US$ 4,68 bilhões

    22deAgostode2023ás10:23

    As exportações brasileiras cresceram 5,9% até a terceira semana de agosto se comparadas ao mesmo período do ano passado. Pela média somaram US$ 19,84 bilhões.

    Em contrapartida, na mesma comparação, as importações caíram 18,4% e totalizaram US$ 13,26 bilhões.

    Com isso, no período analisado, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,59 bilhões, com crescimento de 163,6%, e a corrente de comércio diminuiu 5,4%, alcançando US$ 33,10 bilhões.

    No acumulado de janeiro até terceira semana de agosto deste ano, ante ao mesmo período do ano passado, as exportações cresceram 0,7% e somaram US$ 214,05 bilhões.

    As importações caíram 10,1% e totalizaram US$ 153,90 bilhões. Dessa forma, a balança comercial apresentou superávit de US$ 60,14 bilhões, o que representa um crescimento de 45,3% em relação ao resultado registrado em 2022, e a corrente de comércio registrou queda de 4,2%, atingindo US$ 367,95 bilhões, no período.

    Agropecuária

    Até a terceira semana de agosto deste ano, o desempenho dos setores nas exportações apresentou crescimento de 15,2% em agropecuária, que somou US$ 4,68 bilhões.

    Também apresentou crescimento de 13,1% em indústria extrativa, que chegou a US$ 4,82 bilhões e, por fim, queda de 1,3% em indústria de transformação, que alcançou US$ 10,15 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.

    Café, soja e algodão

    A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Café não torrado (+ 15,3%), Soja (+17,2%) e Algodão em bruto (+77,7%) na agropecuária.

    Minério de ferro e seus concentrados (+ 9,5%); minérios de cobre e seus concentrados (+ 15,3%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( + 13,0%) na indústria extrativa ;

    Já na indústria de transformação os produtos que apresentaram crescimento foram: açúcares e melaços (+ 39,1%); farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (+ 35,9%) e produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (+ 49,8%).

    Importação

    Até a terceira semana agosto, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -32,9% em Agropecuária, que somou US$ 0,23 bilhões; queda de -15,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,87 bilhões e, por fim, queda de -18,2% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 12,05 bilhões. A combinação destes resultados motivou a queda das importações.

    O movimento de queda nas importações foi influenciado pela redução das compras dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos (-61,3%), Milho não moído, exceto milho doce (-35,6%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-44,5%) na Agropecuária.

    Outros minérios e concentrados dos metais de base (-21,3%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-58,5%) e Gás natural, liquefeito ou não (-50,5%) na Indústria Extrativa.

    Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-48,1%), Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (-46,3%) e Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (-32,7%) na Indústria de Transformação.

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