Emater lista prejuízo do agro com ciclone no Rio Grande do Sul

Fenômeno climático prejudicou quase 11 mil propriedades e matou cerca de 30 mil animais

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Para se ter ideia, a enchente no Vale do Rio Taquari chegou à marca de 29m45cm acima do nível normal. (foto - redes sociais)

Para se ter ideia, a enchente no Vale do Rio Taquari chegou à marca de 29m45cm acima do nível normal. (foto - redes sociais)

11deSetembrode2023ás17:31

A Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) do Rio Grande do Sul estimou em 10.787 o número de propriedades rurais prejudicadas pelo ciclone extratropical entre os dias 1 e 4 de setembro.

O levantamento preliminar aponta que tais fazendas estão em 50 municípios gaúchos e tiveram perdas em infraestrutura, produção primária, pecuária e pastagens. O fenômeno climático também provocou estragos em Santa Catarina.

Apenas no Rio Grande do Sul, houve danos em 1.192 casas, 621 galpões, 12 armazéns, 116 silos, 25 estufas de fumo, 25 estufas/túneis plásticos para horticultura, 128 açudes (piscicultura/irrigação), 53 aviários e 45 pocilgas.

Para se ter ideia, a enchente no Vale do Rio Taquari chegou à marca de 29m45cm acima do nível normal. Os dados relativos às localidades que ainda não puderam ser acessadas serão computados posteriormente e um relatório final deve ser publicado nos próximos dias.

Segundo a Emater, os ventos, chuvas e as enchentes também danificaram 4.456,8 quilômetros de estradas vicinais e causaram problemas de escoamento da produção em 197 comunidades.

Prejuízos na produção agrícola

Na agricultura,1.616 produtores tiveram perdas na produção de grãos, 88 na fruticultura, 2.691 no fumo e 198 na olericultura. No caso específico dos grãos, os danos foram potencializados já que as lavouras estão em estágio de formação.