Onda de calor abre a primavera com termômetros a 48º graus
Inmet eleva para 11 o número de estados sob alerta vermelho, de grande perigo climático, até a próxima terça-feira
Por |
Em algumas localidades são previstas marcas na casa dos 43°C. (foto - ilustrativa)
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ampliou, hoje (dia 22), o alerta de “grande perigo” referente a onda de calor que abre a primavera no Brasil. Agora, 11 estados e o Distrito Federal são incluídos na área que pode ter temperaturas extremas até terça-feira (26).
A primavera começa precisamente às 3h50 deste sábado (dia 23) e seu término acontecerá no dia 22 de dezembro, às 0h27, levando em consideração o horário de Brasília.
O alerta anterior era para 9 estados e até domingo (24). A onda de calor atípico na segunda-feira (17) e deve ter o ápice neste fim de semana, com tendência de ainda afetar regiões do interior na próxima semana.
Em algumas localidades são previstas marcas na casa dos 43°C, segundo o órgão. Contudo, vídeos compartilhados nas redes sociais já mostram extremos ainda maiores.
Em Cuiabá, por exemplo, os termômetros registraram 48º graus celsius nesta sexta. Institutos de pesquisa climatológica indicaram que 2023 pode ser o ano mais quente da história, recorde que vem sendo superado com frequência na última década.
Segundo o Inmet, um alerta vermelho é emitido quando é esperado um fenômeno meteorológico de "intensidade excepcional, com grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana".
Quais são os estados mais afetados pela onda de calor?
- Bahia
- Distrito Federal
- Goiás
- Maranhão
- Mato Grosso
- Mato Grosso do Sul
- Minas Gerais
- Pará
- Paraná
- Rio de Janeiro
- São Paulo
- Tocantins
Veja no mapa:

Impacto na agropecuária
Uma pesquisa contratada pela Bayer, nesta semana, mostrou que cerca de 71% dos agricultores ouvidos em oito países afirmam que as alterações no clima já têm um grande impacto em suas fazendas.
A pesquisa ainda aponta que 73% registraram uma pressão crescente de pragas e doenças. Segundo as estimativas dos produtores, em média, os seus rendimentos sofreram uma redução de 15,7% nos últimos dois anos devido às alterações do clima.
Além disso, a cada seis produtores, um identifica perdas de rendimento superiores a 25% nos últimos anos.
Além disso, pecuaristas podem amargar prejuízos importantes com até mesmo amorte de animais, como gado, aves e suínos.
Em 2020, por exemplo, uma onda de calor com temperaturas de até 45o graus causou a morte de mais de 1 milhão de aves do plantel de Bastos (SP).