Novo ataque russo a porto da Ucrânia reverte quedas na Bolsa de Chicago

    Autoridades ucranianas informaram seis mortes e “danos significativos” à estrutura portuária de Odessa

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    Os ataques aéreos visam dificultar a exportação de produtos pela Ucrânia, grande produtora de grãos.

    Os ataques aéreos visam dificultar a exportação de produtos pela Ucrânia, grande produtora de grãos.

    25deSetembrode2023ás17:52

    A série de novos ataques da Rússia ao porto de Odessa, o principal da Ucrânia, reverteu a tendência de baixa nas cotações agrícolas de algumas das principais commodities nesta segunda-feira (dia 25).

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) tinha baixas para soja, milho e trigo na manhã de hoje, mas fechou com altas após informações sobre as agressões divulgadas por autoridades ucranianas.

    Segundo a imprensa internacional, ataques aéreos e bombardeios russos mataram seis pessoas e causaram “danos significativos” à infraestrutura do porto de Odessa, no Mar Negro, e a instalações de armazenamento de grãos.

    Os ataques aéreos visam dificultar a exportação de produtos pela Ucrânia. Oleh Kiper, governador de Odessa, disse que as instalações atingidas tinham quase 1 milhão de toneladas de grãos.

    Os militares da Ucrânia disseram que 19 drones Shahed de fabricação iraniana e 11 mísseis de cruzeiro foram abatidos durante a noite, a maioria deles direcionados à região de Odesa. As instalações de armazenamento de grãos que foram destruídas foram atingidas por dois mísseis supersônicos, disse.

    Trigo tem forte alta

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos.

    Além do ataque russo à estrutura portuária da Ucrânia, o mercado foi impulsionado pelas preocupações com o tempo seco na Argentina e na Austrália, que ameaçam o potencial produtivo destes países.

    No entanto, a menor competitividade dos produtos dos Estados Unidos, devido ao aumento das exportações russas, limita um avanço mais acentuado nas cotações.

    No fechamento, os contratos futuros de trigo com entrega em dezembro eram cotados a US$ 5,89 por bushel, alta de 9,50 centavos de dólar, ou 1,63%, em relação ao fechamento anterior.

    Os contratos com entrega em março de 2024 eram negociados a US$ 6,15 1/2 por bushel, ganho de 9,00 centavos, ou 1,48 em relação ao fechamento anterior.

    Milho recupera perdas

    A CBOT para o milho fechou a sessão com preços mais altos. O mercado reverteu as perdas registradas mais cedo. Pesou positivamente um movimento de recuperação diante das perdas recentes.

    Além disso, a demanda pelo cereal dos Estados Unidos supera igual momento do ano passado. As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 660.811 toneladas na semana encerrada no dia 21 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Na sessão, os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,81 1/4 por bushel, ganho de 4,00 centavos de dólar, ou 0,83%, em relação ao fechamento anterior.

    A posição janeiro de 2024 fechou a sessão a US$ 4,95 3/4 por bushel, alta de 3,50 centavos de dólar, ou 0,71%, em relação ao fechamento anterior.

    Soja também subiu

    Os contratos futuros da soja também fecharam a segunda-feira com preços em leve alta, em dia marcado por muita volatilidade. Fatores técnicos e o bom desempenho do trigo ajudaram na recuperação.

    Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 1,50 centavos ou 0,11% a US$ 12,97 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,15 1/2 por bushel, ganho de 2,00 centavos de dólar, ou 0,15%, na comparação com o dia anterior.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com ganho de US$ 4,00 ou 1,03% a US$ 389,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 57,48 centavos de dólar, com baixa de 2,14 centavos ou 3,58%

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