Sucesso do agro brasileiro sustenta interesse por maquinários “made in Brasil”

    Agritechnica vira palco para promover tecnologia nacional a mais de 135 países

    Exportação de maquinários agrícolas brasileiros chegou a US$ 1,96 bilhão em 2022, com aumento de 32% em relação ao ano anterior.

    Exportação de maquinários agrícolas brasileiros chegou a US$ 1,96 bilhão em 2022, com aumento de 32% em relação ao ano anterior.

    16deNovembrode2023ás12:45

    Os brasileiros marcam presença nos “dois lados do balcão” da Agritechnica. Além de produtores rurais interessados nas novidades da maior feira de maquinários agrícolas do mundo, 21 empresas também oferecem tecnologia em maquinários desenvolvida no Brasil.

    Na verdade, a exportação de maquinários agrícolas brasileiros é maior do que muitos imaginam e chegou a US$ 1,96 bilhão em 2022, com aumento de 32% em relação ao ano anterior.  

    Patrícia Gomes, diretora de Mercado Externo da Abimaq, informa que as empresas brasileiras já têm uma tradição de fazer negócios não apenas no evento alemão, mas também em outras partes do mundo.

    “Produtores de diferentes partes do mundo se interessam por maquinários agrícolas brasileiros pelo sucesso da nossa agricultura também. Muitos mercados buscam a tecnologia brasileira por conta da eficiência de nossa produção, além da inovação e qualidade de nossos equipamentos”, explica.

    A executiva pondera que, apesar das diferenças de clima e solo, os equipamentos podem passar por adaptações simples para atender agricultores de outros países.

    “Normalmente, temos muito clientes do Paraguai, Bolívia, Colômbia, mas também do leste europeu, de países como Ucrânia e Rússia, com um pouco mais de adaptação. O Brasil vende máquinas e implementos para mais de 50 países”, detalha.

    Ele explica que todos os segmentos de maquinários agrícolas estão em crescimento e terão ainda mais apoio em parceria com a Apex (Agência Brasileira de Exportações) pelo Brazil Machinery Solutions para feiras em países como África do Sul, Argentina e Colômbia.

    “Esse tipo de feira [Agrtiechnica] é importante para a imagem das empresas, mas também por divulgar as marcas e fechar negócios. Ela atrai visitantes de todas as partes do mundo. Algumas vezes, conseguimos alcançar até mesmo o agricultor brasileiro”, diz.

    Além da Abimaq, o Sindipeças, a Apex, o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Secretaria do Rio de Janeiro como entidades também estão na Agritechnica 2023.

    Segundo o site do evento, as empresas brasileiras presentes na Agritechnica 2023 são a Agral, Biagio Turbos, Braslux, Cimisa, Colombo, D.S. Schiavetto, Dynamics Quick, Fundição BB, Hexagon, Indiza, Indutar, MagnoJet, Metalmatrix, Metisa, São José, Savefarm, Sparc, Stara, Suporte Rei, Tupi, Tuzzi, Vence Tudo e Venturoso.

    De pulverizadoras a pneus

    Entre as empresas brasileiras, a Stara atrai as atençoes no pavilhão brasileiro da Agritehcnica com a pulverizadora Imperador 4000 e o pacote tecnológico completo, com o Conecta, a Telemetria Stara, a Estação Meteorológica, o Topper 5500, o Piloto Automático TD3 e a Correção de Sinal.

    Para o Gerente de Exportação da Stara, Jean Sébastien François Salaud, a Agritechnica é de suma importância para fortalecer os laços com o mercado.

    “Estar presente nesta feira é uma oportunidade para receber nossos revendedores, discutir estratégias para os próximos anos e apresentar nossas máquinas para nossos clientes, além de criar novos contatos”, destaca.

    Já a Mitas, que tem representação no Brasil, apresenta suas medidas mais recentes de pneus agrícolas radiais com tecnologia Very High Flexion (VF) em suas linhas AGRITERRA 02 Soil Protection (SP), HC 3000 R, HC 2000 e HC1000 Narrow Rim Option (NRO).

    A tecnologia VF foi desenvolvida para as mais modernas máquinas agrícolas e oferece um aumento extra de desempenho, de acordo com as respectivas aplicações.

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