CNA firma posição contra redução do teor de umidade da soja no padrão de classificação

    Proposta do Mapa visa alterar parâmetros do Regulamento Técnico sobre o item

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    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) visa reduzir de 14% para 13% o nível de umidade permitido.

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) visa reduzir de 14% para 13% o nível de umidade permitido.

    14deDezembrode2023ás10:15

    A Confederação Nacional da Agricultura e da Pecuária (CNA) manifestou-se contra a redução do teor de umidade da soja no Regulamento Técnico da Soja, que é o padrão oficial de classificação do grão.

    O posicionamento da entidade, que representa as federações estaduais de agricultores, foi revelado em audiência pública realizada ontem na Câmara dos Deputados.

    O argumento apoia-se nos prejuízos econômicos que a mudança deve gerar aos produtores brasileiros, como perdas no peso e dificuldades logísticas. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) visa reduzir de 14% para 13% o nível de umidade permitido.


    O vice-presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, José Antônio Borghi, disse que, com a mudança, o produtor é o primeiro a ser penalizado, principalmente o pequeno que não tem muita infraestrutura.

    “A CNA é contra a proposta de alteração do Ministério da Agricultura no novo texto do Regulamento Técnico da Soja. A cadeia produtiva vem funcionando há décadas de maneira eficiente e aceitar a mudança significa jogar os custos no “colo” do produtor”, pontuou.

    Segundo a Confederação, com o teor de umidade em 13%, o volume da soja seria menor, já que o grão estaria mais seco. Borghi destacou que a CNA e as entidades estaduais estão abertas ao diálogo.

    Contudo, o texto aprovado não deve gerar prejuízos dentro da porteira, bem como deveria haver uma compensação financeira justa para o produtor rural.

    Especificações técnicas

    Na audiência, o classificador de produtos vegetais Sinibaldo de Sousa Junior explicou que estão previstos também novos conceitos sobre grãos avariados, referência de óleo e proteína e limites de tolerância de defensivos.

    “A umidade não é ponto passivo entre os setores e há sério risco de os padrões de compra serem reformulados em contrato fugindo do que o padrão oficial de classificação (POC) regulamenta”, afirmou.

    Para Sousa, a redução da umidade da soja vai trazer impactos na produção de matéria-prima, pois ocorrerá uma perda de 1,15% do peso total de cada carga. Além disso, pode impactar a dinâmica de descarga na entrega da soja colhida.

    “A redução de mais um ponto percentual de umidade acarretará no prolongamento das filas de descarga, uma vez que o tempo de secagem desse produto será mais extenso”, concluiu Sinibaldo.

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