Mapa apreende mais de 170 toneladas de uva-passa contaminada às vésperas do Natal

    Apreensões correspondem a 6,72% do total importado pelo Brasil em 2023

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    Uva-passa estava contaminada por substância produzida por fungos. (Foto-Mapa)

    Uva-passa estava contaminada por substância produzida por fungos. (Foto-Mapa)

    22deDezembrode2023ás14:41

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu 174,5 toneladas de uva-passa que seriam comercializadas para consumo no Brasil às vésperas do Natal.

    O produto estava contaminado por ocratoxina A.

    A substância é produzida por alguns tipos de fungos que, em condições ambientais adequadas, pode estar presente em produtos alimentares, como cereais, frutos secos, café, cacau, uvas, e processados, como vinho, cerveja ou sumos de fruta.

    As apreensões correspondem a 6,72% do total importado pelo Brasil em 2023, que foi de 2.800 toneladas segundo os dados de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (AgroStat). 

    “O nível de conformidade das uvas-passas importadas para o Brasil é bem maior que a quantidade apreendida, o que demonstra que nossas equipes estão sempre atentas para assegurar que apenas produtos de qualidade cheguem na mesa do consumidor brasileiro”, ressalta o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Hugo Caruso. 

    Para as análises, os lotes foram amostrados nas unidades do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) nos postos de fronteira durante sua entrada no país e controladas no mercado interno pelas equipes de fiscalização do Serviço de Inspeção Vegetal. 

    Os países de origem desses lotes foram notificados oficialmente pelo Mapa e os mesmos devolvidos à sua origem ou condenados para destruição ou desnaturação, sob acompanhamento da autoridade fiscalizadora, quando impróprios para consumo.

    Mapa tira do mercado 12 lotes de azeite

    O Mapa determinou o recolhimento de 12 lotes de azeites de oliva que estão impróprios para o consumo.

    A medida, anunciada ontem (dia 21), foi tomada após a confirmação - em análises laboratoriais - de que os produtos não correspondem aos padrões de identidade e qualidade estabelecidos por regulamento técnico.

    “Ao todo, são dez marcas de oito empresas responsáveis que foram encontradas em supermercados, centros de distribuição ou em estabelecimento envasilhador [engarrafador] e que representam 82 mil litros do produto apreendido e retirados dos mercados”, informou o ministério.

    Acrescentou que a orientação é no sentido de evitar o consumo dos produtos e que eles sejam devolvidos aos locais de venda em que foram adquiridos.

    O azeite é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, atrás apenas do pescado.

    Entre as orientações para evitar que o consumidor seja enganado na hora da compra, o Mapa diz que ele deve desconfiar de preços muito abaixo da média do mercado; não compre azeite a granel; fique atento à data de validade e aos ingredientes contidos; e opte por produtos com a data de engarrafamento mais recente.

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