Agricultores espanhóis bloqueiam vias e ampliam protestos na Europa
Eles reclamar dos altos custos, burocracia e a concorrência de nações não pertencentes à UE
Por |
Nos últimos dias, os bloqueios na França e na Bélgica, por vezes, se transformaram em confrontos violentos com a polícia.
Os protestos dos produtores rurais continuam se ampliando pela Europa. Hoje (dia 6), foi a vez dos agricultores da Espanha se rebelarem.
Eles bloquearam o tráfego das principais rodovias do país para, assim como seus pares de outros países europeus. protestarem contra os altos custos, a burocracia e a concorrência de nações não pertencentes à União Europeia.
"Com diferentes matizes, em toda a União Europeia, temos os mesmos problemas", disse Donaciano Dujo, vice-presidente da Asaja, uma das maiores associações de agricultores da Espanha, à emissora nacional TVE.
A Asaja e outras associações convocaram protestos para quinta-feira (dia 8), porém muitos produtores saíram às ruas com seus tratores hoje, engarrafando o trânsito em todo o país, de Sevilha e Granada, no sul, até Girona, perto da fronteira com a França, segundo as autoridades de trânsito.
"O campo está farto", disse Dujo.

Pela Espanha
Em Girona, era possível ver tratores se reunindo antes do dia de protestos, carregando cartazes em que se lia "sem agricultores não há comida".
Assim como produtores de França, Bélgica, Itália e Portugal, os agricultores espanhóis estão reclamando do peso crescente da burocracia europeia, dos baixos preços dos produtos e do aumento dos custos.
Eles afirmam que a exigência de regras impostas aos agricultores da UE para proteger o meio ambiente os torna menos competitivos do que seus pares em outras regiões, como a América Latina ou a Europa não pertencente à UE.

Nos últimos dias, os bloqueios na França, Alemanha e na Bélgica, por vezes, se transformaram em confrontos violentos com a polícia.
Na semana passada, agricultores jogaram ovos e pedras no Parlamento Europeu em Bruxelas, na Bélgica, fizeram fogo em fardos de feno perto do prédio e soltaram fogos de artifício ao exigirem que os líderes da União Europeia façam mais para ajudá-los com impostos e custos crescentes.