Entre cautela e resiliência, Expodireto Cotrijal 2026 termina com recado do agro gaúcho

    Evento reuniu produtores e empresas para apresentar tecnologias, discutir mercado e apontar caminhos para o setor diante de desafios recentes

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    Entre cautela e resiliência, Expodireto Cotrijal 2026 termina com recado do agro gaúcho
    14deMarçode2026ás08:33

    Entre cautela e resiliência, a Expodireto Cotrijal 2026 chegou ao fim nesta sexta-feira (13), em Não-Me-Toque (RS), reafirmando o protagonismo do agronegócio gaúcho mesmo diante dos desafios enfrentados pelo setor.

    Ao longo da semana, a feira reuniu produtores, empresas e especialistas para apresentar tecnologias, promover debates e discutir caminhos para o futuro do campo.

    Durante o evento, foram apresentados lançamentos, inovações e soluções voltadas à produção agrícola e pecuária.

    A programação também contou com fóruns tradicionais e novos espaços de debate sobre sustentabilidade, mercado e desafios enfrentados pelos produtores.

    “A Expodireto Cotrijal é um porto seguro onde o produtor busca informações e encontra formas de se manter na atividade, produzindo com qualidade e sustentabilidade, para que tenhamos um mundo cada vez melhor. Portanto, eu acredito muito em todo o processo produtivo e saio daqui, enquanto produtor, muito feliz por tudo aquilo que eu vi, pelas novas tecnologias, pelas novas oportunidades e também com um conhecimento maior sobre o que existe de mais moderno no mundo para o agronegócio”, avalia o presidente da Expodireto Cotrijal, Nei César Manica.

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    Ao todo, o parque de exposições, com 130 hectares, reuniu 613 expositores, distribuídos entre os setores de máquinas e equipamentos, produção vegetal, produção animal, instituições financeiras e centros de pesquisa.

    No Pavilhão da Agricultura Familiar, 224 empreendimentos apresentaram produtos tradicionais e lançamentos ao público. Já a Arena Agrodigital reuniu mais de 30 empresas, startups e hubs de inovação, que exibiram soluções tecnológicas voltadas ao agronegócio.

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    Seguro rural e renegociação de dívidas entram na pauta

    Entre os temas mais discutidos durante a 26ª Expodireto Cotrijal estiveram a necessidade de seguro agrícola mais acessível, a renegociação de dívidas e medidas que garantam condições para a permanência do produtor no campo.

    “O objetivo principal da Expodireto, além de mostrar tecnologia, inovação e oportunidades, é aproximar cada vez mais o produtor da nossa cooperativa, da cadeia do agronegócio e do cooperativismo como um todo. Desta forma, saímos daqui fortalecidos, buscando alternativas para as demandas do nosso produtor”, avaliou Manica.

    O vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder. destacou ainda o papel histórico da feira na representação dos produtores rurais.

    “A Expodireto sempre se destacou por dar oportunidade para aqueles que precisavam ter voz. E nós fizemos isso nesta edição novamente. Todos que vieram estão satisfeitos com o que viram, com o que foi discutido e com o acolhimento que receberam”, afirmou.

    Debates e novos eventos

    Entre os destaques da programação estiveram os fóruns dedicados às principais cadeias produtivas, com debates sobre práticas de produção e oportunidades de mercado.

    Nesta edição, a feira também recebeu eventos inéditos, como o 1º Fórum de Seguros da Cooperativa Central de Serviços Agropecuários (CCSA) e a Abertura Nacional da Semeadura da Canola, que trouxeram novas perspectivas para o setor.

    O cooperativismo também esteve em evidência em atividades voltadas a jovens, mulheres e crianças, promovidas pela Cotrijal.

    A organização já confirmou a data da próxima edição da feira, que será realizada de 8 a 12 de março de 2027, novamente em Não-Me-Toque.

    “Mesmo num período tão difícil do agro gaúcho e brasileiro, nós registramos grande presença dos produtores rurais, mostrando que o agricultor é resiliente, que ele faz a sua parte, trabalha e se dedica. Mesmo sofrendo com intempéries climáticas, o nosso agricultor acredita no campo e na sua atividade”, ressaltou Schroeder.

    Presença de famílias marca a feira

    Além do ambiente de negócios, a Expodireto também manteve a tradição de receber famílias no parque de exposições, especialmente no Pavilhão da Agricultura Familiar e no Espaço da Natureza.

    O casal Dorli Merotto e Calani Tiepo, de Água Santa (RS), levou a filha Olívia, de três anos, para conhecer a feira.

    "Aproveitamos para olhar tudo, mas o que chamou mesmo atenção foi a tecnologia. Todo ano tem algo novo e precisamos nos atualizar", afirma Merotto, que é engenheiro agrônomo e produtor de leite.

    Já o casal Francieli Vescovi e Celso João Herth, de Carazinho (RS), também visitou o evento.

    "Apesar de não atuarmos no agro, costumamos visitar a Expodireto todos os anos porque gostamos de ver os caminhões e os tratores. E, claro, sempre aproveitamos para passar no Pavilhão da Agricultura Familiar porque o preço dos produtos é muito bom", comenta Francieli.

    “O movimento de quem acredita no campo”

    Nesta edição, a feira apresentou a campanha “O movimento de quem acredita no campo”, que destacou a Expodireto como um espaço em constante evolução, voltado à inovação e ao fortalecimento do agronegócio.

    A proposta buscou evidenciar a determinação de produtores, empresas e instituições que seguem investindo no setor mesmo diante de desafios climáticos, econômicos e de mercado.

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