CNA aponta o seguro rural como alternativa fundamental para setor de hortaliças
Confederação propôs melhorias também para a cadeia produtiva de mandioca
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou dois debates para debater e propor melhorias para as cadeias produtivas da mandioca e de hortaliças durante reunião das câmaras setoriais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Na quarta-feira (dia 13), na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Hortaliças, a CNA debateu as influências do clima na produção de hortaliças, como longos períodos de estiagem ou de chuvas severas.
“Tais eventos têm ocasionado perdas produtivas, e o setor busca alternativas para fazer a gestão dos riscos na atividade. Uma alternativa fundamental é o seguro rural”, afirmou Letícia Fonseca.
A técnica explicou que o seguro rural é uma ferramenta ofertada ao produtor que possibilita prevenir perdas. No entanto, para o setor de hortaliças há uma gama de modelos de seguro rural ainda muito limitada.
“Faz-se necessária a disponibilização de produtos com cobertura para outros sinistros, como excesso de chuvas ou períodos de estiagem que são fatores que levam a altas perdas em volumes produzidos e de qualidade”.

Mandioca
Na terça-feira (dia 14), na Câmara Setorial da Mandioca, a CNA apresentou o resultado de pesquisas para melhoria produtiva da raiz e para a sustentabilidade da cadeia.
Um dos estudos, elaborado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (Iapar/Emater), ressalta a importância e os impactos do uso de material genético idôneo para redução da incidência de doenças, ganhos produtivos e qualidade da raiz.

Outro estudo apresentado identificou ações para a promoção da mecanização na cultura, em especial na colheita, que segundo a assessora técnica da Comissão Nacional de Hortaliças da CNA, Letícia Fonseca, que acompanhou a reunião, tem alta demanda por mão-de-obra.
“Os estudos são conduzidos em prol da seleção de implementos que sejam eficientes na colheita, mas que não ocasionem perdas na qualidade das raízes, como quebras”, observou.