Agrishow abre as portas com expectativas e linha de crédito bilionárias

    Evento de abertura foi marcado por pedidos de Plano Safra robusto e com juros menores

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    Agrishow abre as portas com expectativas e linha de crédito bilionárias
    29deAbrilde2024ás09:36

    A abertura da Agrishow 2024 foi marcada ontem (dia 28) pelo anúncio de uma nova linha de crédito do Governo Federal e divulgação da expectativa de negócios pela organização do evento, que segue até sexta-feira (dia 3), em Ribeirão Preto (SP).

    O evento contou com a presença de autoridades como o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; e o Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai Filizzola.

    O ministro destacou a nova linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a CPR BNDES, criada para ampliar o apoio ao setor agropecuário.

    Com a iniciativa, o crédito próprio do BNDES para o agro brasileiro pode chegar a R$ 10 bilhões em 2024. A nova linha de crédito é uma medida complementar à autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN) para repactuação de dívidas.

    “É um pedido do presidente Lula, para que todos os produtores que tiveram dificuldade possam prorrogar os seus investimentos. E, agora, temos essa nova linha de crédito, para que possam se recapitalizar ou até mesmo pagar alguma dívida privada. Isso é investir no produtor. É investir na vocação brasileira”, reforçou Fávaro.

    Durante a cerimônia, o presidente da Agrishow, João Marchesan, destacou a importância de fomentar o setor de máquinas e implementos para a agricultura.

    Segundo ele, são pouco mais de 1.800 fabricantes, dos mais variados tipos de bens que abastecem, além do mercado nacional, mais de 50 países com bens de alta qualidade e sofisticação tecnológica.

    O setor espera, sobretudo, auxiliar no cumprimento da meta de elevar de 18% para 75% a mecanização da agricultura familiar.

    “À medida que o Brasil investir na modernização de suas máquinas, no aprimoramento de irrigação e na expansão da capacidade de armazenagem, estaremos fortalecendo os pilares essenciais para impulsionar nossa economia e promover o crescimento do PIB. O Brasil já é uma potência agrícola e pode se tornar ainda maior. Há mercados e temos terra, clima, tecnologia, agricultores e máquinas”, disse Marchesan.

    Já o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reforçou o compromisso do governo em realizar um novo Plano Safra ainda maior que o anterior, que foi o maior da história.

    “Viemos para ouvir as preocupações, anseios e necessidades. Ouvimos e registramos. Vamos trabalhar firme para termos o melhor Plano Safra e poder estimular ainda mais o setor”.

    O empréstimo será formalizado com a emissão de CPR-F ou CDCA para uma instituição financeira credenciada que repassará os recursos do BNDES ao emissor dos títulos para utilização exclusivamente nas atividades agroindustriais.

    Como funciona a nova linha?

    Com a CPR BNDES, poderão ser realizadas operações com Cédulas de Produto Rural Financeira (CPR-F) ou de Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) lastreados em direitos creditórios do agronegócio.

    O limite do empréstimo para o cliente será de R$ 20 milhões a cada 12 meses, com prazo total de pagamento de até 60 meses, incluindo prazo de carência de até 24 meses.

    A taxa final será composta pela remuneração básica do BNDES de 1,3% ao ano, remuneração do agente financeiro de até 4,3% ao ano e pelo referencial de custo financeiro (Taxa de Longo Prazo – TLP; Taxa SELIC – TS; Taxa Fixa do BNDES – TFB ou Taxa Fixa BNDES em Dólar – TFBD).

    Plano Safra

    O presidente da feira destacou ainda que é necessário um “Plano Safra forte, em prol da sustentabilidade do agronegócio brasileiro”.

    Segundo ele, o setor precisa dos recursos suficientes para atender a demanda, com juros controlados e compatíveis com o retorno do investimento do agricultor.

    Ainda segundo ele, “neste contexto, não apenas promovemos o desenvolvimento econômico do país, mas também garantimos a segurança alimentar, a preservação ambiental e o bem-estar de milhões de brasileiros”.

    Novos negócios

    Em 2023, a Agrishow registrou R$ 13,290 bilhões em negócios iniciados entre expositores e visitantes, representando um aumento de 18% em relação à edição anterior.

    Para 2024, a expectativa é que esse número seja semelhante. Para isso, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirma que é imprescindível um expressivo volume de recursos e taxas de juros compatíveis com o futuro da atividade no campo.

    "Há muitos anos o campo é sinônimo de tecnologia. Prova disso é a agricultura de precisão, análise de dados em tempo real, máquinas autônomas, drones, agtechs e startups que atuam no agronegócio", destaca Velloso.

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