Solinftec anuncia primeira fazenda com proteção de lavouras 100% robótica
Frota robótica realizará toda a proteção de lavouras em propriedade de 10 mil hectares de grãos em Goiás

A Solinftec anunciou, hoje (dia 30), durante a Agrishow, a primeira fazenda 100% tripulada por robôs para proteção de lavouras. A propriedade do Grupo Baumgart tem 10 mil hectares e fica em Rio Verde, Goiás, com foco na produção de grãos, especialmente soja e milho.
Segundo Emerson Crepaldi, Diretor de Operações da Solinftec para a América do Sul, o cliente já vinha testando as últimas versões do Solix AG Robotics e decidiu pelo modelo revolucionário para manejo de insetos e ervas daninhas.
“O futuro que as pessoas imaginavam já é presente, realidade, não daqui a 5, 10 ou 20 anos. E ele caminha para o conceito de máquinas menores, menor aplicação de defensivos, com uma maneira mais inteligente e sustentável. A robótica agrícola é uma mudança operacional profunda”, diz.
Segundo Emerson, os testes com o Solix obtiveram, em média, 10 sacos de soja a mais por hectare em áreas do Mato Grosso em comparação com áreas vizinhas com mesmas condições de insumos e clima.
Isso porque o Solix é a primeira tecnologia desenvolvida para “viver em campo”, como um sentinela, com uso de inteligência artificial a fim de monitorar e cuidar de cada pedaço dos talhões das fazendas se adaptando às condições.
O robô, que atua por meio de missões e associação de tarefas junto ao manejo integrado de pragas (MIP), entregou reduções de mais de 90% do uso de herbicidas em fase de pós-emergência e operações de dessecação e pré plantio em culturas de grãos.

Cerca de 40 robôs percorrem fazendas de grãos, cana-de-açúcar e HF nos estados da Bahia, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Além deles, outras 40 unidades estão em operação nos Estados Unidos.
“Até o final do ano, mais 40 unidades deverão estar operando nos campos brasileiros. No total, devemos alcançar chegar a 150 a 170 unidades comercializadas até o final do ano”, informou.
O preço do Solix Ag Robotics está ao redor de R$ 350 mil na Agrishow.
Como funciona a proteção 100% robótica?
No caso da propriedade de Rio Verde, o projeto de “proteção 100% robótica” começará com 11 robôs Solix com perspectiva de chegar a 20 na temporada 2025/2026.
Cada equipamento pode cobrir 25 hectares por dia, mas com um diferencial importante. O Solix opera por até 48 horas de forma ininterrupta com energia solar, como uma espécie de sentinela.
Assim, ele monitora e faz as aplicações e controles seletivos permanentemente. Cada robô cobre 50 hectares a cada dois dias de modo que 10 deles poderiam cuidar de 500 hectares com o diferencial de um controle de pragas com um nível mais alto de eficiência.
Isso porque, o Solix possibilitou reduções de mais de 90% do uso de herbicidas em fase de pós-emergência e operações de dessecação e pré-plantio em grãos.

“Os ganhos futuros são exponenciais na visão produtividade visto a quebra de ciclo de daninhas em campo, combate de insetos pragas e melhora na qualidade de solo e planta”, comenta.
Além da redução de agroquímicos para ervas daninhas, o Solix também elimina insetos-praga que prejudicam as lavouras por meio de uma tecnologia única desenvolvida para atrair esses agressores.
Com base em ondas de luz, com comprimentos diferentes para atrair determinadas ordens de insetos-pragas por cultura, ele as atrai no período noturno e faz o combate de indivíduos adultos por meio de eletrochoques, antes do período de oviposição.
Ou seja, Solix torna-se uma armadilha viva de insetos que causam danos econômicos a qualquer área agrícola independente de posição geográfica.
“Este processo de captura ajuda a quebrar o ciclo reprodutivo dos insetos-praga presentes nas lavouras e a redução de infestações com base também em inteligência de dados”, enfatizou Bruno Pavão, diretor de operações robóticas da Solinftec.
Maquinário que aprende sozinho
Segundo eles, o equipamento também reconhece falhas, monitora o desenvolvimento vegetativo e outros indicadores importantes para uma visão geral do talhão e das fazendas.
O robô captura imagens do cultivo agrícola por meio de câmeras e sensores multiespectrais.
Solix utiliza dois métodos de condução: um GPS de altíssima precisão (RTK) que o permite seguir linhas previamente programadas e, o outro câmeras com visão computacional, que mostram onde está a cultura e direcionam o Solix para andar sem pisotear as linhas de plantio.
Essa condução é direcionada pela inteligência Inteligência Artificial da Solinftec, que identifica o trajeto mais eficiente e o momento ideal, fazendo com que o Solix vá apenas aonde é necessário favorecendo desta forma, o desenvolvimento das plantas de interesse comercial.
A Operação do Solix pode ser feita à distância, assim como o seu acompanhamento em campo devido a sua capacidade de atuar por meio da IA. O equipamento se comunica constantemente com a central (COA, CIA ou Gestor de Pulverização) passando e recebendo informações como dados de telemetria, acompanhamento e performance.
