Capacidade de armazenagem cresce 4,7% no Brasil em 2023

    Ainda assim, o déficit permanecerá em quase 90 milhões de toneladas nesta safra

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    Capacidade de armazenagem cresce 4,7% no Brasil em 2023
    13deJunhode2024ás13:08

    A capacidade disponível para armazenagem no Brasil aumentou 4,7% e chegou a 210,9 milhões de toneladas em 2023.

    Ainda assim, o volume representaria apenas 70% da produção de grãos prevista para a safra 2023/2024, restando quase 90 milhões de toneladas.

    O número de estabelecimentos subiu em 4,8%, sendo registrados 418 novos silos e armazéns, atingindo um total de 9.102 equipamentos.

    No segundo semestre de 2023, todas as regiões tiveram aumento, sendo Norte (3,1%), Nordeste (2,3%), Sudeste (1,4%), Sul (5,1%) e Centro-Oeste (6,7%).

    O Rio Grande do Sul possui o maior número de estruturas de armazenagem (2.387), seguido por Mato Grosso (1.621), que possui a maior capacidade de armazenagem do país (55,5 milhões de toneladas), e Paraná (1.369 estabelecimentos).

    Os três estados somados são responsáveis por 60% da capacidade total do Brasil.

    Produtos estocados

    O estoque de produtos agrícolas totalizou 44,6 milhões de toneladas no final de 2023, uma alta de 13,2% frente as 39,4 milhões de toneladas estocadas em 31 de dezembro 2022.

    Em relação aos cinco principais produtos agrícolas existentes nas unidades armazenadoras, ao final do ano passado, os estoques de milho representaram o maior volume (21 milhões de toneladas), um aumento de 15,8% em relação à 31/12/2022.

    Esse volume de milho representa 47,1% dos produtos levantados pela Pesquisa. Em seguida vêm os estoques de soja (11,3 milhões), que cresceram 39,6%, correspondendo a 25,4% do estoque total.

    Já o trigo, com estoque de 6,4 milhões de toneladas (14,4% do total), teve uma queda de 13,3% em seu estoque.

    Capacidade dos silos

    Em termos de capacidade útil armazenável, os silos predominam no País, tendo alcançado 110 milhões de toneladas no segundo semestre de 2023, o que representou 52,2% da capacidade útil total.

    Os silos predominam na Região Sul, sendo responsáveis por 64,6% da capacidade armazenadora regional e 46,2% da capacidade total de silos do país. Em relação ao primeiro semestre de 2023, os silos apresentaram um acréscimo de 4,6% na capacidade.

    Em sequência, os armazéns graneleiros e granelizados, que atingiram 77,8 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável, 6,3% superior à capacidade do período anterior, e aparecem com maior intensidade no Centro-Oeste, com 51,6% da capacidade da Região e 58,4% da capacidade total.

    Este tipo de armazenagem é responsável por 36,9% da armazenagem nacional.

    Em relação aos armazéns convencionais, estruturais e infláveis, somaram 23,1 milhões de toneladas, o que representou um aumento de 0,2% em relação ao primeiro semestre de 2023.

    Esses armazéns são predominantes na Região Sul (33,8%), seguido pela Região Sudeste (31,7%), e contribuem com 10,9% da capacidade total de armazenagem.

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