Conflito no Oriente Médio sustenta alta da soja em Chicago

    Alta do petróleo prevalece sobre fundamentos baixistas no mercado internacional

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    Conflito no Oriente Médio sustenta alta da soja em Chicago
    01deOutubrode2024ás17:13

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em alta moderada, praticamente sem alterações. 

    No Brasil, a cotação fechou setembro com valorização de 2,19%, sendo negociada a R$ 141,16.

    Na maior parte da sessão de Chicago, o cenário fundamental de ampla oferta pressionou as cotações.

    O contrapeso à pressão veio de outros mercados, principalmente da alta do petróleo no mercado internacional.

    No melhor momento do barril, a valorização superou 5%.

    A escalada do conflito no Oriente Médio foi responsável pela puxada do petróleo, que respingou também na soja.

    O Irã realizou um ataque com mais de 100 mísseis a Israel nesta terça-feira, após dias de ofensivas israelenses ao Líbano e Iemen.

    Os ataques israelenses resultaram na morte do principal lider do grupo terrorista Hezbollah, Hassan Nasrallah, e dezenas de outras pessoas entre civis e membros do grupo. 

    Projeções estáveis 

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem relatório sobre a evolução colheita das lavouras de soja. Até 29 de setembro, a área colhida estava apontada em 26%. Na semana passada, eram 13%. Em igual período do ano passado, a colheita era de 20%. A média é de 18%.

    Já sobre as condições das lavouras americanas de soja, segundo o USDA, até 29 de setembro, 64% estavam entre boas e excelentes condições, 25% em situação regular 11% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 64%, 25% e 11%, respectivamente.

    Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 120.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem entregues na temporada 2024/25.

    Preço da soja hoje 

    Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 8,75 centavos de dólar, ou 0,82%, a US$ 10,57 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,75 1/4 por bushel, com perda de 7,75 centavos ou 0,71%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,50 ou 0,72% a US$ 341,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 43,31 centavos de dólar, com alta de 0,95 centavo ou 2,24%.

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