Café conilon triplica volume e exportações do agronegócio capixaba atingem alta histórica de 77%
Crescimento no valor dos embarques do ES foi consideravelmente superior em relação aos dados nacionais
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De janeiro a setembro de 2024, as exportações do agronegócio no Espírito Santo geraram mais de US$ 2,55 bilhões (equivalente a R$ 14,3 bilhões).
Esse valor, obtido em apenas nove meses, superou o total acumulado desde o início da série histórica para os anos completos, representando um crescimento impressionante de 77% em comparação ao mesmo período de 2023, quando foram registrados US$ 1,4 bilhão.
Café conilon: alta de 158%
No ano passado, o complexo cafeeiro se destacou na pauta de exportações, especialmente devido ao café conilon, que mais que triplicou o volume de sacas exportadas.
Nos primeiros nove meses de 2024, aproximadamente 5,9 milhões de sacas de conilon foram enviadas, das quais 5,5 milhões referem-se ao conilon cru em grãos e 382,4 mil sacas de equivalente solúvel. Também foram exportadas cerca de 410,8 mil sacas de arábica, totalizando 6,3 milhões de sacas de café capixaba no período.
Segundo Enio Bergoli, secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, o complexo cafeeiro se mantém como o principal destaque das exportações do agronegócio, consolidando-se como o principal arranjo produtivo agrícola em geração de divisas, superando as exportações de celulose.
“O café conilon, responsável por grande parte desse crescimento, teve um aumento de 158% nas exportações, passando de 2,1 milhões de sacas entre janeiro e setembro do ano passado para 5,5 milhões no mesmo período deste ano. A inclusão do conilon nas negociações da B3 foi um passo crucial para a gestão de riscos, especialmente em tempos de oscilações de preço, proporcionando maior proteção aos nossos cafeicultores e suas famílias. Vale lembrar que o conilon está presente em cerca de 50 mil propriedades rurais capixabas”, afirmou.
Gengibre, pimenta-do-reino e mamão
De janeiro a setembro, o Espírito Santo se destacou como o maior exportador brasileiro de gengibre, pimenta-do-reino e mamão, com participações no total nacional de 64%, 58% e 44%, respectivamente.
Além disso, superou o estado de São Paulo nas exportações do complexo cafeeiro, envolvendo café cru em grãos, solúvel e torrado/moído, conquistando a segunda posição no ranking nacional das exportações totais de café e derivados.
Variações no valor comercializado
As maiores variações positivas no valor comercializado foram observadas para:
- café cru em grãos (+150,9%),
- carne bovina (+77,0%),
- celulose (+39,3%),
- mamão (+38,9%),
- café solúvel (+35,4%),
- álcool etílico (+33,4%),
- chocolates e preparados com cacau (+26,4%),
- gengibre (+3,8%) e
- pimenta-do-reino (+3,0%).
Quanto ao volume comercializado, as variações positivas incluem café cru em grãos (+116,1%), carne bovina (+91,2%), álcool etílico (+38,9%), mamão (+40,9%), gengibre (+40,1%), café solúvel (+18,0%) e chocolates e preparados com cacau (+16,2%).
“Continuamos a bater recordes nas exportações do agronegócio. Em apenas nove meses, superamos em 19% todo o valor comercializado em 2023. Os preços internacionais se mantêm favoráveis para muitos de nossos produtos, resultando em um aumento expressivo no valor das exportações do Espírito Santo. O café, especialmente o Conilon, continua a ter volumes recordes exportados, consolidando-se como o principal produto de nossa pauta de comércio exterior”, celebrou Bergoli.
Maior que o Brasil
O aumento nas exportações capixabas foi significativamente superior ao desempenho nacional, que registrou uma queda de 0,23% no valor comercializado, enquanto o volume total cresceu 1,1%. Mais de 2 milhões de toneladas de produtos do agronegócio capixaba foram embarcadas para o exterior, refletindo um crescimento médio de 8% em volume.
Os três principais produtos do agronegócio capixaba — complexo cafeeiro, celulose e pimenta-do-reino — representaram 95% do valor total comercializado de janeiro a setembro de 2024.
No acumulado do ano, os produtos capixabas foram enviados para 122 países, com os Estados Unidos se destacando como o principal parceiro comercial, representando 22,1% do valor total.