MG sacrifica 20 cavalos por surto de doença infecciosa

    Protocolo foi cumprido para evitar a disseminação do vírus e danos na economia da região

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    MG sacrifica 20 cavalos por surto de doença infecciosa
    17deOutubrode2024ás15:55

    Um surto de Anemia Infecciosa Equina (AIE) foi confirmado em duas propriedades rurais de Jequitinhonha, Minas Gerais, levando ao sacrifício de 20 cavalos infectados. 

    A detecção da doença, feita pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), ocorreu após notificações dos produtores locais, desencadeando uma ação emergencial para conter a propagação do vírus, uma grave ameaça à saúde animal e à economia da região.

    Em julho deste ano, o Escritório Seccional do IMA recebeu a primeira notificação de um produtor rural, que relatou suspeita de infecção em um de seus cavalos. 

    Na vistoria dos veterinários, os sintomas identificados indicaram a possibilidade de Anemia Infecciosa Equina, uma doença viral sem cura, altamente contagiosa e de notificação obrigatória.

    Além do caso inicial, outros animais da mesma propriedade apresentavam sinais clínicos preocupantes. Dias depois, uma propriedade vizinha também relatou suspeitas, e exames confirmaram a presença do vírus em um total de 20 equinos.

    Ação imediata do IMA e sacrifício dos animais

    A resposta do IMA foi rápida, seguindo o que determina a legislação nacional. Conforme a Instrução Normativa nº 45 de 2004, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), todos os animais com diagnóstico positivo para AIE devem ser sacrificados em até 30 dias após a confirmação laboratorial. 

    O IMA, responsável por essa tarefa em Minas Gerais, cumpriu o protocolo para evitar a disseminação do vírus.

    Os cavalos infectados foram encaminhados para um frigorífico, onde foram sacrificados conforme as normas sanitárias. 

    As carcaças dos animais foram destinadas à graxaria, setor responsável pelo processamento de subprodutos não comestíveis, garantindo o cumprimento dos padrões de segurança.

    Gravidade da Anemia Infecciosa Equina

    A AIE é uma doença que destrói os glóbulos vermelhos dos equinos, provocando anemia severa e, em muitos casos, a morte. 

    A doença, frequentemente silenciosa, pode ser assintomática, mas sua transmissão entre cavalos ocorre rapidamente. Não há tratamento ou vacina disponível, o que torna o abate sanitário uma das principais formas de controle.

    Transmitida por insetos hematófagos ou por objetos contaminados, como agulhas e arreios, a AIE é uma ameaça constante para a equideocultura, pois os animais infectados se tornam portadores crônicos e continuam a disseminar o vírus.

    Minas Gerais: referência em equideocultura e medidas preventivas

    Com o maior rebanho equino do Brasil, Minas Gerais possui mais de 805 mil cavalos, representando 13,8% do total nacional. 

    A sanidade desse rebanho é crucial para a economia do estado, que movimenta milhões de reais por meio de exportações e eventos agropecuários.

    O IMA atua de forma preventiva, cadastrando propriedades, fiscalizando eventos e controlando o trânsito de animais, além de atender rapidamente às notificações de doenças. Esse trabalho é fundamental para preservar a saúde pública e proteger o setor agropecuário mineiro, explica o órgão.

    Recentemente, o IMA, em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA), desenvolveu um software de gestão agropecuária que promete aumentar a eficiência na identificação de surtos e na resposta às emergências sanitárias, reforçando o compromisso com a sanidade animal em Minas Gerais.

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