TCU mantém Ferrogrão suspensa por risco bilionário e senador reage: “atraso para o Brasil”
Tribunal aponta rombo de R$ 1,4 bilhão, falhas jurídicas e riscos ambientais no projeto; decisão trava avanço da ferrovia e gera críticas no Senado
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A concessão da Ferrogrão, ferrovia estratégica para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste ao Norte do país, segue travada no Tribunal de Contas da União (TCU) após a identificação de falhas relevantes na modelagem do projeto. As informações são do Painel da Folha de S.Paulo.
A corte de contas manteve a suspensão do processo ao apontar um desequilíbrio financeiro estimado em R$ 1,4 bilhão, além de inconsistências jurídicas, ambientais e estruturais. A decisão interrompe a tramitação até que o governo corrija os pontos considerados críticos.
O projeto prevê a construção de uma ferrovia de quase mil quilômetros, ligando Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA), no chamado Arco Norte — rota considerada essencial para reduzir custos logísticos do agronegócio.
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Falhas financeiras e insegurança jurídica
A análise técnica do TCU indica que a modelagem prevê um aporte público de R$ 3,66 bilhões, parte financiada por outorgas de outras ferrovias. No entanto, a estimativa de arrecadação com essas outorgas é de cerca de R$ 2,25 bilhões, o que aponta para um déficit aproximado de R$ 1,4 bilhão.
Além disso, o tribunal identificou um “descasamento temporal” no fluxo financeiro — ou seja, os recursos não estariam disponíveis no momento necessário para viabilizar a obra.