Brasil registra alta de 10,9% na área tratada com defensivos agrícolas em 2024

    Levantamento aponta que soja, milho e algodão lideram a expansão dos tratamentos

    Brasil registra alta de 10,9% na área tratada com defensivos agrícolas em 2024
    11deNovembrode2024ás15:21

    Entre janeiro e setembro de 2024, o Brasil registrou um aumento de 10,9% nas áreas tratadas com defensivos agrícolas em comparação ao mesmo período de 2023, superando 1 bilhão de hectares. 

    O levantamento, realizado pela Kynetec Brasil a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg), aponta que soja, milho e algodão lideram a expansão dos tratamentos.

    A pesquisa indica um crescimento de 10,3% no volume de defensivos usados para controle de pragas, doenças e plantas daninhas, divididos em herbicidas (45%), inseticidas (26%), fungicidas (20%), tratamento de sementes (1%) e outros produtos (9%).

    A metodologia Produto por Área Tratada (PAT), utilizada para avaliar esses dados, considera não só o uso por área cultivada, mas também o número de aplicações e misturas no tanque para controle específico de pragas e doenças. 

    No período, a distribuição do PAT por cultura ficou da seguinte forma: 

    • soja (35%), 
    • milho (27%), 
    • algodão (12%), 
    • pastagem (6%), 
    • cana (5%), 
    • trigo (4%), 
    • feijão (3%), 
    • citros (2%), 
    • hortifruti (1%), 
    • café (1%), 
    • arroz (1%) 
    • e outros (3%).
    defensivos

    Mercado: queda

    No mercado, os defensivos agrícolas movimentaram US$ 11 bilhões, uma queda de 4,7% frente aos US$ 12,3 bilhões registrados no mesmo período de 2023. 

    A distribuição regional aponta Mato Grosso e Rondônia na liderança (29%), seguidos por São Paulo e Minas Gerais (19%), Matopiba (14%), Paraná (10%), Rio Grande do Sul e Santa Catarina (9%), Mato Grosso do Sul (8%), Goiás e Distrito Federal (8%), além de outras regiões (3%).

    Esse aumento de área tratada reflete o avanço de pragas como cigarrinha (milho), mosca branca e lagartas (soja, milho e algodão) e bicudo (algodão), que têm exigido um maior controle nos principais cultivos.

    Projeções para sefra 2024/2025

    Para a safra 2024/2025, espera-se um aumento de 6% na área tratada com defensivos, que deverá ultrapassar 2 bilhões de hectares. 

    A projeção por cultivo é a seguinte: soja (55%), milho (17%), algodão (8%), pastagem (5%), cana (4%), trigo (3%), feijão (2%), hortifruti (2%), café (1%), citros (1%), arroz (1%) e outros (1%).

    Entre os cultivos, a soja deve registrar uma expansão de 7% na área tratada, com foco no controle de percevejos (4,7%) e lagartas (14,3%), além do uso de fungicidas protetores (19,4%). 

    O milho também deverá ter um crescimento de 4%, especialmente na segunda safra (milho safrinha), com aumento nas aplicações para controle de lagartas (10,2%), cigarrinha (5,4%), fungicidas foliares (3,8%) e herbicidas à base de atrazina e terbutilazina (1,5%). 

    Para o algodão, a previsão é de crescimento de 6,6%, com destaque para o tratamento de bicudo (1,2%), controle de pulgões (24,1%) e uso de fungicidas e acaricidas premium (3,9% e 16,1%, respectivamente).

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