Soja brasileira perde força mesmo com dólar alto, mas petróleo pode ajudar

    Tensão no Oriente Médio pressiona preços internacionais

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    Soja brasileira perde força mesmo com dólar alto, mas petróleo pode ajudar
    09deDezembrode2024ás17:18

    Após fechar novembro em alta, a cotação da soja perdeu força na primeira semana de janeiro mesmo com o dólar em patamar recorde.

    O preço da saca de soja fechou a última sexta-feira (dia 6) a R$ 141,67 com queda de 2,63% no mês.

    Apesar disso, o referencial da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) firmou-se no território positivo na sessão de hoje graças a forte valorização do petróleo dadas aos novos conflitos no Oriente Médio, que resultaram na deposição do governo Sírio.

    Além disso, os investidores aguardam relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã e deve apontar sólida demanda pelo produto norte-americano.

    Dessa maneira, a busca pelo produto brasileiro também pode ganhar um novo fôlego nos próximos dias.

    Preço da soja hoje

    Os contratos com entrega em janeiro de 2025 estão cotados a US$ 10,01 por bushel, alta de 7,25 centavos de dólar, ou 0,72%, em relação ao fechamento anterior.

    Os contratos com entrega em março de 2025 operam com avanço de 7,00 centavos de dólar, ou 0,70%, cotados a US$ 10,06 1/4 por bushel

    Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques americanos de 471 milhões de bushels em 2024/25. Em novembro, a previsão do USDA foi de 470 milhões.

    Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 133 milhões de toneladas. Em novembro, o número ficou em 131,7 milhões.

    Para 2023/24, a expectativa do mercado é de número de 112,3 milhões, levemente abaixo dos 112,4 milhões indicados no mês passado. 

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