Soja brasileira perde força mesmo com dólar alto, mas petróleo pode ajudar
Tensão no Oriente Médio pressiona preços internacionais
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Após fechar novembro em alta, a cotação da soja perdeu força na primeira semana de janeiro mesmo com o dólar em patamar recorde.
O preço da saca de soja fechou a última sexta-feira (dia 6) a R$ 141,67 com queda de 2,63% no mês.
Apesar disso, o referencial da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) firmou-se no território positivo na sessão de hoje graças a forte valorização do petróleo dadas aos novos conflitos no Oriente Médio, que resultaram na deposição do governo Sírio.
Saiba mais
Exportações sustentam boi gordo em 2026Além disso, os investidores aguardam relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã e deve apontar sólida demanda pelo produto norte-americano.
Dessa maneira, a busca pelo produto brasileiro também pode ganhar um novo fôlego nos próximos dias.
Preço da soja hoje
Os contratos com entrega em janeiro de 2025 estão cotados a US$ 10,01 por bushel, alta de 7,25 centavos de dólar, ou 0,72%, em relação ao fechamento anterior.
Os contratos com entrega em março de 2025 operam com avanço de 7,00 centavos de dólar, ou 0,70%, cotados a US$ 10,06 1/4 por bushel
Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques americanos de 471 milhões de bushels em 2024/25. Em novembro, a previsão do USDA foi de 470 milhões.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 133 milhões de toneladas. Em novembro, o número ficou em 131,7 milhões.
Para 2023/24, a expectativa do mercado é de número de 112,3 milhões, levemente abaixo dos 112,4 milhões indicados no mês passado.