Casal suspeito de golpe milionário em produtores de café é procurado pela polícia em SP
Prejuízos somam R$ 25 milhões, mas podem chegar a R$ 70 milhões
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A Polícia Civil de São Paulo está à procura de um casal de empresários suspeito de desviar aproximadamente R$ 25 milhões em sacas de café na cidade de Altinópolis, no interior paulista.
Guilherme Osório de Oliveira, de 50 anos, e Marina Célia Lopes da Cruz Oliveira, de 48 anos, são investigados por apropriação indébita qualificada.
De acordo com as autoridades, o casal teria armazenado os grãos em seus armazéns, mas deixou de prestar contas aos produtores e desapareceu.
A Justiça decretou a prisão dos dois na sexta-feira (17), após 30 cafeicultores da região da Alta Mogiana relatarem o sumiço de suas sacas de café e a perda de contato com os suspeitos.
As denúncias, registradas até quinta-feira (16), apontam que os empresários eram responsáveis por armazenar e negociar os grãos.
Desde o desaparecimento, os produtores têm relatado prejuízos que somam R$ 25 milhões, mas o valor pode chegar a R$ 70 milhões, segundo estimativas iniciais.
"O prejuízo pode ser muito maior, porque outras pessoas ainda vão procurar a delegacia para registrar ocorrência", afirmou o delegado seccional de Ribeirão Preto, Sebastião Vicente Picinato, ao G1.

Investigação aponta indícios de desvio
Os investigados administram uma empresa que atua no setor de armazenamento e comercialização de café, reconhecida na região por sua credibilidade construída ao longo de anos.
Porém, após cumprirem cinco mandados de busca e apreensão na quinta-feira, as autoridades constataram que os armazéns estavam praticamente vazios.
"Os armazéns e entrepostos estavam praticamente vazios. Apenas um deles tinha três packs de café e mais algumas sacas, cerca de 50 sacas no total. Havia também implementos agrícolas e maquinários que não foram apreendidos naquele momento", explicou o delegado.
As investigações agora buscam descobrir o destino do café desaparecido, que, devido à sua alta qualidade, teria como provável destino o mercado internacional.
Histórico dos suspeitos
Segundo dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), Guilherme Osório de Oliveira e Marina Célia Lopes da Cruz Oliveira são sócios na empresa Coffee Mogiana desde novembro de 2017. Guilherme também é proprietário da Cafeeira Osório, fundada em agosto de 2013.
A informação foi publicada nesta terça-feira pelo G1. Na segunda-feira (20), a Justiça revogou os bloqueios de bens, contas bancárias e passaportes do casal, mas manteve a ordem de prisão, considerada essencial para o avanço das investigações.
As autoridades continuam as buscas pelos suspeitos, enquanto cafeicultores da Alta Mogiana aguardam respostas sobre o paradeiro de seus produtos e possíveis ressarcimentos.