Pirataria de sementes de soja gera “um Mato Grosso do Sul” de prejuízo ao ano

Perdas de R$ 10 bilhões são divididas entre todos os elos da cadeia, desde a indústria até produtores, exportadores e a economia em geral

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Pirataria de sementes de soja gera “um Mato Grosso do Sul” de prejuízo ao ano
02deAbrilde2025ás10:15

A pirataria de sementes de soja gera um prejuízo anual de R$ 10 bilhões, dividido entre indústria, produtores, exportadores e a economia em geral, segundo estudo divulgado hoje pela Croplife Brasil.

Segundo o levantamento realizado em parceria com a Céleres, o volume de sementes de soja classificadas como “piratas” representa 11% de toda a área plantada no Brasil.

Esse percentual equivale, em termos de extensão, à área cultivada de soja em Mato Grosso do Sul na safra 2023/2024.

O estudo projeta que, caso a pirataria seja contida, haveria um incremento significativo na receita em diversos elos da cadeia produtiva.

"O melhoramento genético permitiu a evolução dessa cultura no Brasil, tanto em adaptabilidade, produtividade e resistência a doenças. Nenhum setor da economia manteve um ritmo de crescimento como a produção de soja, graças em grande parte às sementes", introduz Eduardo Leão, presidente da Croplife Brasil. 

Os dados indicam um potencial de ganho de R$ 2,5 bilhões para os agricultores, R$ 4 bilhões para o segmento de produção de sementes, R$ 1,2 bilhão para a agroindústria de farelo e óleo de soja e R$ 1,5 bilhão a partir de exportações do agronegócio.

Ainda de acordo com o levantamento, a continuidade do comércio de sementes piratas pode resultar em perdas fiscais consideráveis.