Única no mundo, colhedora de mandioca supera desafio tecnológico de primeira grandeza
Sucesso no Brasil e no exterior, equipamento pode substituir até 20 trabalhadores manuais

A engenhosidade brasileira parece haver entregue uma solução eficiente para um desafio tecnológico de primeira grandeza: a mecanização da colheita de mandioca.
É o que explica o sucesso da Maná, colheitadeira da segunda raiz mais cultivada no mundo cuja colheita até então dependia apenas do trabalho manual no mundo inteiro.
Desenvolvida pela empresa brasileira Inroda, a colhedora substitui até 20 trabalhadores para colher entre 50 e 60 toneladas em 8 horas de operação por dia.
"Foram seis anos de pesquisa e desenvolvimento para chegarmos a esse equipamento", conta Ezequiel Salvador, consultor da empresa.
O desafio tecnológico residia, por um lado, nas características do tubérculo.
A mandioca fica mais profunda no solo que a batata, tem formas muito variadas e muitas vezes é produzida em solos ressecados e compactados.
Por outro lado, o perfil de subsistência da maior parte das principais regiões produtoras, como África, sudeste asiático e América do Sul, limitava o interesse econômico.
Pois a Maná, lançada há três anos, superou tais empecilhos e desafios e já conquistou clientes no Brasil e no exterior, especialmente aqueles que demandam escala industrial.