Petrobras tem lucro líquido de R$ 26 bilhões no segundo trimestre
Empresa ainda somou R$ 66 bilhões em tributos pagos à União, estados e municípios. Mais R$ 8,7 bilhões em dividendos foram liberados
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A Petrobras divulgou no início da noite desta quarta-feira (7) um lucro líquido de R$ 26,7 bilhões no segundo trimestre de 2025, resultado que representa uma recuperação em relação ao mesmo período do ano passado, quando a companhia registrou prejuízo de R$ 2,6 bilhões, ante os desafios enfrentados pelo mercado global de petróleo. No acumulado de 2025, a empresa ultrapassa os R$ 60 bilhões em lucro.
O aumento da produção de óleo compensou os impactos da queda de 10% no preço do Brent no trimestre. Segundo o balanço financeiro divulgado pela estatal, a receita líquida no período atingiu aproximadamente R$ 130 bilhões, impulsionada principalmente pelas vendas de derivados e pelas exportações.
No segundo trimestre do ano, a Petrobras somou R$ 66 bilhões em tributos pagos à União, estados e municípios. Foram aprovados R$ 8,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.
O resultado foi alavancado pela valorização dos preços internacionais do petróleo e pela redução de custos operacionais.
Especialistas atribuem o desempenho positivo às iniciativas para reduzir sua dívida e focar em projetos de exploração mais rentáveis, além da venda de ativos considerados não estratégicos.
Apesar dos números positivos, a companhia ainda enfrenta desafios relacionados à instabilidade dos preços internacionais e à pressão por uma transição energética mais sustentável.
A Petrobras tem ampliado investimentos em energias renováveis e na redução das emissões de gases do efeito estufa, embora esses setores ainda representem uma pequena parcela de seu portfólio.
O balanço do segundo trimestre reforça o momento de recuperação da Petrobras, que busca equilibrar resultados financeiros sólidos com o avanço em práticas mais sustentáveis.
Investimentos
A descoberta de um novo campo de petróleo foi confirmada pela empresa, com excelente qualidade, no pré-sal da Bacia de Santos, em poço exploratório no bloco Aram.
Foram adquiridos mais 10 blocos exploratórios na Margem Equatorial e três na bacia de Pelotas na 5ª Rodada de Oferta Permanente da ANP. Além disso, a Petrobras declarou interesse em nove áreas exploratórias na Costa do Marfim.
Em junho, foram assinados os primeiros contratos para conclusão do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima (RNEST). Esse importante marco permitirá que a capacidade nominal da refinaria seja ampliada a partir de 2026, duplicando para 260 mil bpd em 2029.